Corinthians e parceria: segue a novela

Até o começo de novembro deverá haver uma decisão sobre a parceria entre o Corinthians e a Media Sports International (MSI). Os ajustes do contrato já estão definidos pelos advogados de ambas as partes, mas isso não significa que o acordo está fechado. Quem vai definir se a parceria será aprovada ou não é o Conselho Deliberativo, que deverá se reunir no próximo mês.A principal ameaça vem do deputado Romeu Tuma Júnior, conselheiro do clube. Tuma disse ter um documento da ABI (Agência Brasileira de Inteligência) mostrando que o clube está negociando com gente envolvida em quadrilha internacional.Nos bastidores, teria confirmado uma ameaça bombástica: o dinheiro da parceria, mesmo entrando pelo Banco Central, pode ser repatriado para a Rússia se a sua origem for comprovadamente produto de negócios ilegais. No encontro na casa do presidente Alberto Dualib, domingo, Kia Joorabchian, presidente da MSI, jurou que isso não é verdade.Procurado várias vezes, Tuma não atendeu ao telefone celular. Na reunião da semana passada com o juiz de Direito Miguel Marques e com o médico Jorge Kalil, membros da comissão de 11 notáveis que vai analisar o contrato com a MSI, ficou ?acertado? que o próprio Tuma falaria a respeito dos tais documentos. Segundo uma fonte próxima de Tuma, a reação de Jorge Kalil ao ver o documento foi sintomática. Impressionado, teria deixado cair o papel. Ontem, Kalil confirmou, por telefone, que viu o documento, mas não quis revelar detalhes. ?Assumi um compromisso com o Tuma de que não vou mais me manifestar sobre esse documento?. Depois de muita insistência, Kalil fez breve relação, confirmando o risco de repatriação do dinheiro. ?Pelo menos é o que o Tuma vem dizendo?.

Agencia Estado,

28 de outubro de 2004 | 09h21

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