Corinthians e Santos prometem 'tremer' o Pacaembu

O resultado do clássico entre Corinthians e Santos, que será disputado neste domingo, no Pacaembu, às 16 horas, pela 24.ª rodada do Campeonato Brasileiro, dirá - e muito - o que se pode esperar das duas equipes até o fim da competição. Do lado corintiano, o time que mais tempo se manteve na liderança, aguarda-se um fim à instabilidade. Ao perde e ganha que vem desde a derrota por 1 a 0 para o Cruzeiro, na 11.ª rodada, há dois meses.

VÍTOR MARQUES E SANCHES FILHO, Agência Estado

18 de setembro de 2011 | 07h52

Se não der um basta à sequência de tropeços - vem de derrota para o Fluminense -, o título que muitos davam como certo escapará pelas mãos. Neste domingo o rival é o Santos; na próxima quarta-feira, será o São Paulo, no Morumbi. Ou seja: o Corinthians poderá ir do céu ao inferno em um intervalo de quatro dias. "Para mim, é um jogo que pode decidir o título nacional. Uma derrota, pela nossa pontuação, não nos tira o título. Mas uma vitória seria muito importante", afirmou o técnico Tite.

Mesmo com dois jogos a menos, o Santos não tem mais margem para erros. O clássico se transformou em um jogo que dirá se o título ainda é um sonho possível na Vila Belmiro ou se é melhor pensar logo no Mundial de Clubes da Fifa, em dezembro. Na tabela de classificação, faltando 15 jogos para o fim do campeonato, são 14 pontos que separam o Santos do Corinthians. Se perder, a diferença aumentará para 17.

A favor do Santos está a melhora de rendimento que o time mostrou nas últimas rodadas. São três vitórias nos últimos três jogos. A instabilidade do rival pode ser um trunfo para a equipe da Vila Belmiro. "Dou 50% de possibilidades de vitória para cada, em razão de o momento do Corinthians não ser tão bom e pelos desfalques do Santos", disse o zagueiro e capitão Edu Dracena.

Tite e Muricy Ramalho também têm suas armas para saírem vencedores do clássico. O corintiano se apoia no elenco completo, sem desfalques. Já o treinador santista tem desfalques importantes como Paulo Henrique Ganso e Elano, machucados. Mas tem Neymar, que sozinho é capaz de definir a partida. O craque é a diferença.

Há ainda um tabu em jogo: o Corinthians não perde clássicos disputados no Pacaembu há quase cinco anos, desde de outubro de 2006. A última derrota? Para o Santos, também em um Campeonato Brasileiro, que venceu por 3 a 0.

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