Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Corinthians e São Paulo vivem situações distintas quando o assunto é treinador

Se nos últimos cinco anos o clube alvinegro demitiu apenas um técnico, o Tricolor já dispensou cinco desde 2009

DANIEL BATISTA E RAPHAEL RAMOS, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2013 | 09h10

SÃO PAULO - Corinthians e São Paulo trabalham de maneiras opostas quando o assunto é treinador. Se nos últimos cinco anos o clube alvinegro demitiu apenas um técnico (Adílson Batista), o Tricolor já dispensou cinco desde 2009 (Ricardo Gomes, Sérgio Baresi, Paulo César Carpegiani, Adílson Batista e Emerson Leão).

“Mais do que o resultado final, os diretores precisam começar a ver o trabalho do técnico. O resultado pode não vir a curto prazo, mas tem de ter uma relação de confiança. Sou exemplo disso aqui (no Corinthians), no Caxias e no Veranópolis”, diz Tite.

No São Paulo, as constantes trocas no comando da equipe desde a saída de Muricy Ramalho, em 2009, coincidiram com um período de jejum de títulos. Os cinco técnicos que sucederam Muricy acumularam uma série de fracassos que só foi interrompida com Ney Franco, campeão da Sul-Americana em 2012.

O vice-presidente de futebol João Paulo de Jesus Lopes reconhece que a cobrança por resultados imediatos dificulta trabalhos a longo prazo. “A permanência de um treinador tem um vínculo muito grande com o resultado. A cobrança hoje é muito maior do que antigamente.”

Jesus Lopes admite que a pressão da torcida influencia as decisões da diretoria. “O torcedor não tem mais o apego pelo ídolo que tinha antes, ele é mais cobrador. Isso faz parte da evolução do futebol.”

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