Corinthians e Sorocaba empatam na abertura

Se o Corinthians vai ter um time técnico em 2004, ainda não dá para saber. Muito menos se será competitivo. No suado empate por 2 a 2 com o Atlético, nesta quarta-feira, em Sorocaba, na abertura do Campeonato Paulista, as únicas características que o time do Parque São Jorge demonstrou foram disposição e garra para trazer pelo menos um ponto de um jogo marcado pela chuva e pelos erros da arbitragem, que assinalou dois pênaltis polêmicos. Depois de sair na frente, a equipe de Juninho Fonseca levou a virada e teve de correr muito para conseguir o empate. O Corinthians volta a campo no sábado, às 17 horas, no Pacaembu, para enfrentar o Rio Branco. A expectativa é que Rincón, Rodrigo e Marcelo Ramos já estejam com a documentação acertada e em condições de jogar.Primeira partida do ano. Jogadores "travados" após as fortes sessões de condicionamento físico às quais foram submetidos durante os oito dias de pré-temporada em Extrema, no Sul de Minas, e um grupo desentrosado por causa da presença de 12 novos atletas. Tudo o que não se queria nesta quarta-feira, em Sorocaba, era chuva. Não adiantou. Choveu, e muito.Péssimo para o espetáculo. Toda elaboração tática dos técnicos Juninho Fonseca (Corinthians) e João Martins (Sorocaba) acabou comprometida. O treinador corintiano, que havia ensaiado o esquema com três atacantes, mudou de idéia. É verdade que a impossibilidade de escalar Marcelo Ramos, um de seus titulares, que tenta resolver problema com os papéis de transferência, também motivou a mudança. Assim, deixou Régis e Gil na frente, com Samir auxiliando na armação e marcação no meio-campo.Mas o estado ruim do gramado, agravado pelas inúmeras poças, dificultou o toque de bola. Conclusão, Samir e Adrianinho não conseguiram cumprir a missão de "alimentar" a dupla de ataque com boas jogadas. Para piorar, o atletas tinham de dosar a disposição com a qual partiam para as jogadas. Nessa fase da preparação, qualquer esforço maior pode provocar lesões, sobretudo em um campo encharcado.A alternativa que restou foram as bolas paradas. E assim, mais precisamente de pênalti, saíram os dois gols na etapa inicial. O primeiro, bastante contestado, logo aos 8 minutos. Os zagueiros Anderson, do Corinthians, e Márcio Rocha, do Sorocaba, foram para a mesma jogada. O árbitro Cleber Wellington Abade observou apoio irregular, a famosa "carga" sobre o corintiano e marcou pênalti.O capitão Rogério foi o encarregado da cobrança e marcou o primeiro gol da temporada. O jogo seguiu sem grandes momentos até os 43 minutos, quando o atacante Luciano Henrique cavou falta em lance com o zagueiro Marquinhos. Pênalti para o Sorocaba, cobrado e convertido por Ronaldo Marconato.Apesar de o gramado permanecer em condição precária, o segundo tempo foi mais movimentado. Ajudou bastante a inesperada virada sofrida pelo Corinthians. Aos 29 minutos, após tabela com Luizinho Vieira, o atacante Luciano Henrique tocou no meio das pernas de Rogério e saiu na frente do goleiro Fábio Costa. Um toque simples e o segundo gol do time de Sorocaba.Coube ao jovem Rafael Silva salvar a pele de Juninho Fonseca. O treinador corintiano foi bastante vaiado quando decidiu alterar a equipe. Não por ter escolhido Rafael para entrar, mas sim por optar pela saída de Samir. Nas arquibancadas, o favorito a deixar o gramado era Gil, que travou duelo ingrato com as poças. Mas, aos 38 minutos, Rafael Silva mostrou oportunismo e, depois de jogada confusa na área, concluiu para empatar o jogo de abertura do Paulistão 2004.

Agencia Estado,

21 de janeiro de 2004 | 17h26

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