Corinthians e Vasco empatam sem gols

Vaias, xingamentos e muitas reclamações. A cada dia fica mais difícil para o técnico Geninho e os jogadores do Corinthians comentar, analisar ou simplesmente falar sobre o time. Faltam palavras. Assistir às partidas tornou-se exercício de paciência. Pagar para tal, então, é masoquismo. Por isso, após o sofrível empate sem gols nesta quarta-feira à noite, no Pacaembu, contra o Vasco, os pouco mais de 4 mil torcedores que se aventuraram brindaram os artistas ao final do espetáculo: vaias, xingamentos e muitas reclamações. O torcedor está sem paciência, mas até que tenta apoiar. Porém, bastam alguns minutos para a irritação tomar conta. A forma passiva como o time se entrega à marcação adversária, a inexistência do espírito guerreiro (tão comentado por Geninho durante na véspera), a total falta de criatividade do meio e a ineficiência do ataque (Gil perdeu um gol quando nem o goleiro estava mais diante dele) pulverizam qualquer espírito de boa vontade. O débito corintiano dentro de casa cresce a cada jogo. E com juros estratosféricos. Por outro lado, a classificação está em queda. O time é agora décimo, com 38 pontos. Mesmo assim ainda persegue um recorde nesse Campeonato Brasileiro. Com o resultado desta quarta-feira, chegou a 11 empates, ?feito? compartilhado apenas pelo São Caetano. Tapetão ? E se dentro do campo a situação é preocupante, a alternativa é se movimentar nos bastidores. Nesta quinta-feira o clube entra com recurso no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), no Rio, para tentar ficar com os três pontos da partida do último domingo, contra o Paysandu. O jogo terminou empatado por 2 a 2. Contudo, a equipe de Belém escalou dois jogadores de maneira irregular: Aldrovani e Júnior Amorim, exatamente os autores dos gols no fim de semana. Embora o gerente de Futebol corintiano, Edvar Simões, tenha informado nesta quarta que o departamento jurídico ainda estudava a possibilidade de entrar com a ação, a verdade é que a cartolagem alvinegra não tem outra alternativa. Isso porque o próprio presidente interino do STJD, Paulo César Salomão, atestou a irregularidade nos registros dos atletas do clube paraense. A explicação é simples: a documentação foi assinada pelo presidente do Paysandu, Arthur Morinho. Detalhe: o cartola está suspenso pela Justiça Esportiva por 120 dias, fato que torna o registro nulo. ?Suspenso, ele (Morinho) não poderia exercer a função de presidente. Está configurada uma situação irregular?, afirmou Salomão. ?O Corinthians tem todo o direito de recorrer os pontos.? Diante de tal declaração, os dirigentes corintianos ficam obrigados a tomar uma atitude no tapetão. Afinal, pontos são artigo de luxo no Parque São Jorge.

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