Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians

Corinthians economiza R$ 600 mil ao não renovar com Sheik, Danilo e Vilson

Sem o trio, clube faz ajuste e poderá pagar maior salário a novo treinador

João Prata, O Estado de S.Paulo

01 Dezembro 2018 | 05h00

O Corinthians economizará por volta de R$ 600 mil com a saída do atacante Emerson Sheik, do meia Danilo e do zagueiro Vilson - o primeiro se aposentou e os outros dois não tiveram os contratos renovados pela diretoria. Esse valor poderá ajudar o clube em algum dos investimentos para 2019.

O dinheiro poderá ser utilizado para pagar o salário do novo treinador, por exemplo. Jair Ventura deve deixar o clube e Fábio Carille está perto de retornar. Atualmente no Al-Wehda, da Arábia Saudita, o técnico campeão brasileiro de 2017 pelo Corinthians deve voltar com salário maior do que o comandante atual. Além disso, existe multa por rescisão a ser paga aos árabes de US$ 700 mil (R$ 2,5 milhões).

O presidente Andrés Sanchez também já disse que estava próximo de trazer um centroavante para ser titular. Diego Tardelli, de 33 anos, está na mira. Ele tem contrato com o Shandong Luneng, da China, até o final do ano e poderia chegar sem custos. O principal empecilho é acertar o salário.

Danilo e Sheik têm histórico de conquistas com a camisa alvinegra que dispensa comentários. Mas, se for analisado apenas o desempenho de ambos em 2018, a idade pesou. Emerson Sheik completou 40 anos e Danilo está com 39. 

Os dois permaneceram no Corinthians como forma de reconhecimento pela contribuição nos últimos anos. Estavam completando o elenco, permaneceram a maior parte da temporada na reserva e, na reta final do Brasileiro, quando a situação se complicou, receberam uma missão como protagonistas.

 

Até tentaram. Sheik entrou de forma inesperada como titular no segundo jogo da final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro. Teve boa atuação, talvez a melhor do time na derrota por 2 a 1 em Itaquera. Mas não mantinha o alto nível com dois jogos por semana na temporada. Sentiu dores na coxa, voltou para o banco e encerrou sua participação na temporada com apenas dois gols marcados.

Mesmo número de Danilo, que se recuperou recentemente de grave lesão que quase causou a amputação de sua perna direita. Conseguiu retomar a forma física no segundo semestre e teve uma sequência de apenas cinco jogos como titular quando a equipe lutava contra o rebaixamento. 

Apesar da boa vontade, da identificação com os torcedores e de todas as homenagens recebidas, os dois não atuam mais no mesmo nível de quando brilharam nas conquistas da Libertadores e do Mundial em 2012. O tempo passou e o Corinthians vive situação financeira delicada. Não dá para bancar salários tão altos para dois ilustres reservas - a dívida anual do clube, segundo balanço até agosto, é de R$ 26,2 milhões. 

Sheik e Danilo foram homenageados ao longo da semana pelo clube e fizeram um balanço da carreira. O primeiro tinha mesmo a intenção de pendurar as chuteiras. Voltou em janeiro para se despedir. A ideia era ficar só no primeiro semestre, mas, a pedido do então técnico Fábio Carille, renovou até o fim do ano. “Saio bem. Estou ‘de boa’ como dizem os jovens. Agora sou um tiozinho”, brincou o atacante, que levantou sete taças em suas três passagens.

Danilo pretendia atuar por mais um ano. Como não houve acerto com o Corinthians, vai procurar outro clube em 2019. Responsável por contribuir com oito títulos, pretende voltar ao Corinthians para um cargo técnico. “Seria um sonho”, afirmou o meio-campista.

Nem Sheik nem Danilo sabem ao certo o que farão depois de aposentados. O primeiro disse que definirá o rumo para a vida no início de 2019. O meio-campista ainda tem uma temporada para pensar, mas também despistou ao comentar sobre propostas de outros clubes.

A situação de Vilson era pior ainda. O zagueiro não entrou em campo em 2018. Depois de passar por duas cirurgias no joelho em 2017, ele se recuperou na atual temporada, mas não foi aproveitado. Desde outubro não tem nem ficado no banco

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.