Corinthians empata com o Botafogo e segue fora do G-4

Teve de tudo no Pacaembu: golaços, erros de arbitragem, jogadas violentas e muita emoção. Num dos melhores jogos do Campeonato Brasileiro, Corinthians e Botafogo empataram neste domingo por 3 a 3, pela 21.ª rodada. O resultado foi ruim para ambos, principalmente para o time do técnico Mano Menezes, que perdeu a chance de entrar no G-4.

ANDRÉ RIGUE, Agencia Estado

23 de agosto de 2009 | 18h25

O Corinthians foi para 32 pontos, e viu a meta de vencer três partidas seguidas ser desfeita neste domingo. O Botafogo, que empatou a nona - time que mais ficou na igualdade no Brasileirão -, continua na zona de rebaixamento, agora com 21 pontos. No entanto, ainda tem um jogo a menos, que será realizado nesta quinta-feira, contra o Cruzeiro, no Engenhão.

Diante do Botafogo no Pacaembu, Mano colocou como novidade o zagueiro Paulo André, que fez dupla com Jean. Chicão ficou de fora instantes antes da partida, ao sentir dores.

Pelo lado do Botafogo, que está na zona de rebaixamento, o técnico Estevam Soares tentou reforçar a marcação para explorar os contra-ataques. O esquema tático até funcionou, mas o time mostrou pouco poder de fogo no primeiro tempo - as únicas ameaças foram nas cobranças de falta do zagueiro Juninho de fora da área.

O Botafogo resistiu ao Corinthians até o final do primeiro tempo. Aos 43 minutos, o volante Léo Silva fez pênalti ao derrubar Dentinho dentro da área. O próprio atacante bateu e mandou para o fundo do gol de Castilho. "Como Ronaldo e o Chicão não estão, então assumi a responsabilidade de bater", explicou o responsável por abrir o placar no Pacaembu.

CONFUSÕES DA ARBITRAGEM - A vantagem do Corinthians durou até o primeiro minuto do segundo tempo. Estevam abriu o Botafogo ao tirar Léo Silva para colocar Reinaldo. A alteração surtiu efeito em cobrança escanteio. No lance, Lúcio Flávio fez o levantamento na medida para o atacante cabecear e guardar no fundo do gol de Júlio César: 1 a 1.

A reação do Corinthians chegou aos seis minutos, num dos lances mais bonitos da partida. Em cobrança de falta, Marcinho bateu com categoria na bola, jogou sobre a barreira e acertou o ângulo esquerdo de Castillo - o goleiro do Botafogo ficou parado na jogada, sem conseguir chegar perto da bola.

O segundo tempo no Pacaembu foi muito movimentado. Aos 16 minutos, em cruzamento de Alessandro pela direita, a zaga do Corinthians novamente falhou na bola aérea. André Lima pulou para cabecear, mas teve a ajuda da mão para marcar o segundo do time carioca. Os corintianos reclamaram bastante do gol irregular. No entanto, o árbitro Arilson Bispo da Anunciação nada fez.

Com o peso na consciência por validar o gol botafoguense, Arilson Bispo marcou pênalti inexistente aos 25 minutos, de Thiaguinho em Jorge Henrique. Dentinho cobrou e Castillo pegou no primeiro lance. No rebote, o próprio atacante complementou para as redes e fez 3 a 2.

A partida no Pacaembu ainda reservou um capitulo para Lúcio Flávio. Com inveja do gol de Marcinho, o meia marcou um gol de falta tão bonito quanto o do corintiano. A jogada aconteceu aos 35 minutos. Ele também cobrou com categoria e acertou o ângulo esquerdo de Júlio César.

O placar então acabou mesmo na igualdade. Justo pelo que apresentaram as duas equipes.

Ficha Técnica:

Corinthians 3 x 3 Botafogo

Corinthians - Júlio César; Jucilei, Paulo André, Jean e Marcinho (Diego); Moradei (Bill), Elias e Morais; Jorge Henrique, Henrique (Souza) e Dentinho. Técnico: Mano Menezes.

Botafogo - Castillo; Alessandro, Wellington, Juninho e Michael (Thiaguinho); Leandro Guerreiro, Léo Silva (Reinaldo), Fahel e Lúcio Flávio; Victor Simões e André Lima (Renato). Técnico: Estevam Soares.

Gols - Dentinho (de pênalti), aos 43 minutos do primeiro tempo; Reinaldo, a um, Marcinho, aos seis, André Lima, aos 16, Dentinho, aos 26, e Lúcio Flávio, aos 35 minutos do segundo tempo.

Árbitro - Arilson Bispo da Anunciação (BA).

Cartões amarelos - Dentinho, Jucilei, Jean e Elias (Corinthians); Wellington, Léo Silva, Victor Simões e Thiaguinho (Botafogo).

Renda - R$ 511.930,00.

Público - 18.184 pagantes.

Local - Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP).

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