Corinthians evita falar em atraso na entrega do estádio para a Copa

Clube deveria entregar o estádio até o fim de dezembro, sendo que 94% das obras estavam concluídas antes do acidente

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

27 Novembro 2013 | 15h38

SÃO PAULO - A estrutura da Arena Corinthians permaneceu intacta após o acidente que destruiu parte do estádio no início da tarde desta quarta-feira e que causou a morte de ao menos dois operários, garante uma fonte responsável pela obra ligada ao clube e à construtora. Segundo o especialista, que estava na obra no momento do acidente, oito colunas do painel de LED da fachada externa foram destruídas e parte da laje interna.

Ele também afirma que a arquibancada não teria sido afetada e as imagens deixam isso claro. A perícia já está no local para averiguar mais detalhes do acidente. A menos que a obra seja paralisada por tempo indeterminado, caso seja embargada, é prematuro falar sobre um possível atraso da entrega do estádio para a Copa do Mundo. “Ainda é cedo para falar em atraso para a Copa. O local para a prática do futebol não foi afetado, o gramado está inteiro, mas a perícia está no local e é ela quem vai definir qual a causa do acidente”, revela a fonte.

O Corinthians deveria entregar o estádio pronto até o final de dezembro. Até o momento do acidente, 94% das obras estavam concluídas. Esse número pode ser revisto após o acidente. O funcionário, que pediu anonimato, também não consegue calcular o prejuízo devido à quebra do guindaste. "Em todo o caso, a obra tem seguro", garante, lembrando que o Corinthians não teria prejuízo financeiro com o acidente no canteiro de obras.

A Odebrecht dará uma entrevista às 16h no estádio. O Corinthians, que divulgou nota oficial lamentando o ocorrido, também publicou em seu site um comunicado de luto em razão da morte dos operários. Entre esta quinta e sexta-feira, Corinthians, Odebrecht e Caixa Econômica Federal divulgariam a assinatura do contrato do empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES para financiar o abra, orçada em R$ 820 milhões. O clube também tinha negociações avançadas sobre a venda do nome do estádio (o naming right) a uma empresa aérea árabe também por R$ 400 milhões.

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