Corinthians faz as pazes com vitória

O Corinthians não vencia há três jogos, a torcida prometia um grande manifesto contra a diretoria e a Ponte Preta, que buscava a reabilitação, tinha o goleador Washington - marcou três gols no último duelo entre as equipes. Motivos de sobra para o Morumbi se tornar uma panela de pressão contra o time de Parque São Jorge. Mas dentro de campo o que se viu foi um Gil endiabrado e um Deivid com fome de gols. Resultado, fim do jejum de vitórias: 3 a 1 e a volta à zona de classificação, com 18 pontos. E a partida teve dois tempos distintos. O primeiro sonolento e o segundo, em ritmo alucinante. Antes do início, porém, integrantes da Gaviões da Fiel protestaram contra a patrocinadora do clube, Hicks Muse e a diretoria, pelas promessas da construção do tão sonhado estádio. Distribuiram narizes de palhaço, mas o baixo números de torcedores ofuscou a manifestação. O jogo começou em câmera lenta. O Corinthians, vindo de três resultados negativos, aboliu a velocidade, sua principal característica, para atuar com cadência. Usou, demasiadamente, os toques de lado, sem objetividade. Na Ponte Preta, o poder de ataque era restrito ao atacante Washington, que bem marcado, até se esforçou, mas errou muito. As primeiras emoções foram de bola parada. Do lado do Corinthians com Rogério. Ronaldo espalmou. Pela Ponte, Washington chutou por cima. Quando a torcida manifestava algumas vaias, o time de Parque São Jorge abriu o marcador. Gil fez grande jogada pela esquerda e cruzou. Ronaldo apenas resvalou na bola que sobrou para Deivid bater cruzado: 1 a 0. Na comemoração, um abraço no goleiro Dida. "Fui dar força a ele, pois todos nós estamos sujeito a erros. Ele vinha sendo muito criticado, mas é um grande goleiro e estamos aqui para apoiá-lo", explicou o atacante. Dida foi homenageado, também, pelo goleiro rival, Ronaldo: "boa Copa garoto." Logo aos 2 minutos do segundo tempo, a Ponte perdeu Rodrigo, expulso por falta dura em Fabrício. Mesmo assim, não se intimidou e pressionou o adversário. E foi premiada pelo empate, aos 21, com Mineiro, com um chute de sem pulo após cobrança de escanteio. O Corinthians não se intimidou. Dois minutos depois, nova vantagem. Gil humilhou o lateral Rodrigo Chagas e cruzou na cabeça de Deivid: 2 a 1. Daí para frente o que se viu foi um show de gols perdidos pelo Corinthians. Aos 40 Vampeta até marcou o gol, mas o juiz marcou falta. Na seqüência, Deivid, cara-a-cara, carimbou o travessão. O golpe fatal veio aos 42. Kléber cruzou para Fumagalli, que desviou de esquerda em cima do goleiro Ronaldo, que falhou no lance: 3 a 1. No final, a torcida fez grande festa. Usou da ironia e gritou o nome do goleiro Ronaldo, da Ponte, que defendeu o clube por 10 anos. O jogo terminou aos gritos de olé, olé. Agora o Corinthians enfrenta o São Caetano, adversário direto na luta por uma das quatro vagas, quarta-feira, no ABC.

Agencia Estado,

16 Março 2002 | 18h03

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