Corinthians faz mistério quanto ao time

O discurso do técnico do Corinthians, Márcio Bittencourt, de priorizar o Campeonato Brasileiro, deixando a Copa Sul-Americana em segundo plano, não convence ninguém. Nem aos jogadores, que não sabem dizer se é melhor preocupar-se apenas com o nacional ou também dar atenção à míni Libertadores. Ainda mais tendo o River Plate como adversário nas oitavas-de-final.Por essa razão, o primeiro jogo do confronto ? nesta quarta-feira, às 21h45, no Morumbi ? será levado a sério. Afinal, o treinador continua com a corda no pescoço. A vitória sobre o Atlético Paranaense (2 a 0), domingo, serviu apenas para afrouxar o nó. Um novo tropeço e o cargo de Márcio volta a ser colocado a prêmio.?O Corinthians é sempre cobrado para vencer e não pode ser diferente na quarta. Vamos entrar para ganhar do River e qualquer outro time que vier pela frente na Sul-Americana?, garantiu o zagueiro Marinho. ?Temos que vencer bem em casa para administrar o jogo de volta na Argentina.?Para evitar correr um risco desnecessário, Márcio Bittencourt já deixou todos os jogadores relacionados para o jogo. A escalação só deverá ser decidida minutos antes da partida, mas não será surpresa se o treinador colocar em campo o melhor que tem nas mãos.Mesmo assim, o Corinthians não terá força máxima. O grande problema de Márcio será o ataque. Tevez está suspenso pela expulsão contra o Goiás, na fase anterior, e Nilmar, que começa a se destacar no Brasileirão, não está inscrito no torneio. Além disso, Jô se recupera da fratura no tornozelo direito. Com tantos desfalques, os titulares deverão ser Carlos Alberto e Bobô.?Claro que o Tevez é um jogador de muita experiência internacional, mas não dá para ficar dependendo dele. E se na quarta ou depois acontecer alguma coisa e ele não jogar mais pelo Corinthians? Por isso, vamos depender muito do nosso jogo coletivo?, analisa Marinho.A última lembrança de um confronto com o River Plate é amarga para o torcedor corintiano. Quem não se lembra das oitavas-de-final da Copa Libertadores da América de 2003? A eliminação do Corinthians, em pleno Morumbi ? perdeu os dois jogos por 2 a 1 ?, ficou marcada pela expulsão infantil do lateral Roger, no jogo de volta, em pleno Morumbi lotado. ?Acho que a revanche existe só por parte da torcida?, argumenta Marinho.Se o Corinthians vem de uma série de altos e baixos no Campeonato Brasileiro, a situação do River Plate não é tão diferente assim no Torneio Apertura. ?O time do River não está bem. Recentemente, trocou de técnico. E esse fim de semana perdeu para um time que não está entre os melhores da Argentina ? 1 a 0 para o Arsenal. Então, vão vir com tudo para cima do Corinthians. Eles precisam de uma vitória para tranqüilizar a torcida?, explica Sebá, o espião corintiano.O ex-capitão do Newell?s Old Boys mostrou que está por dentro do que acontece no futebol argentino. O River é apenas o 8.º colocado, com 10 pontos, em seis rodadas. Na Copa Sul-Americana, pelos critérios utilizados pela federação local, não precisou passar por uma fase preliminar. Ou seja, faz a sua estréia na competição. ?Joga com três zagueiros que são muito bons na bola parada. O Farias é atacante bom, que faz muito gols e conta com o apoio do Galván, que não é de muita força física, mas também é goleador?, conta Sebá.O argentino está mais preocupado com outro jogador. ?O mais importante é o Gallardo. Todas as jogadas do River giram em torno dele. É preciso ter sempre um homem nele. Quando isso acontece, o River não cria.?

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