Corinthians: Fininho aprovado no teste

Fininho sabia: se entrasse inseguro, seria vaiado do início ao fim do jogo. Por isso, tratou de respirar fundo, se concentrar e dar a cara para bater. Era sua primeira partida desde o famigerado incidente ocorrido num jogo contra o Sampaio Corrêa, no mesmo Pacaembu, quando saiu fazendo gestos obscenos para a torcida que o vaiava.Diretoria, comissão técnica e jogadores do Corinthians temiam que Fininho fosse perseguido pelos torcedores. De fato, seu nome foi vaiado quando anunciado pelo sistema de som do estádio. Mas com personalidade e disposição o lateral começou a virar o jogo ao marcar um gol logo aos 12 minutos. "Tenho de agradecer muito ao professor Passarella, que me deu esta chance, e também aos meus companheiros, que sempre me apoiaram", disse Fininho, que comemorou no alambrado, com a Gaviões. "Fui lá na torcida porque sabia que eles iriam me aplaudir."Passarella aprovou a atuação do lateral. E até brincou, dizendo que não queria ver mais nenhum tipo de gesto obsceno: "Falei para ele atuar com as mãos fechadas."Fininho teve sorte também porque o estádio estava vazio. Jogou sem muita pressão. Só 3.008 pessoas pagaram ingresso. A renda, de R$ 45 mil, foi insuficiente para cobrir os gastos do mandante Corinthians com a partida. Houve déficit de exatos R$ 1.001,49 no primeiro jogo do Corinthians, já com a parceira MSI, a dar prejuízo.O motivo, claro, foi a ausência dos "galácticos". Passarella queria dar chance aos garotos que ainda não haviam jogado com ele. O treinador prepara uma lista de dispensa para as próximas semanas. "Todos me agradaram. Gostei do que vi", disse o argentino, que manterá o mistão contra a Portuguesa Santista, no domingo que vem.Além de Fininho, quem também brilhou foi o goleiro Thiago, em sua estréia como profissional. "O Passarella me falou: ?Faz o que você sabe fazer?. Acho que fui bem, né?"

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