Corinthians ganha mais dois problemas

Oswaldo de Oliveira começou a semana com mais dois problemas: Marquinhos e Rogério não treinaram hoje e podem ficar fora do jogo contra o Juventus, quinta-feira, no Pacaembu, na estréia do técnico. Rogério não se apresentou porque seu irmão (o nome não foi revelado pelo clube), de 25 anos, morreu afogado no sábado e o lateral foi liberado para o enterro. Já o zagueiro Marquinhos voltou a sentir dores no púbis e deve se submeter a uma ressonância magnética amanhã, para saber se o seu caso é cirúrgico ou não. A lesão de Marquinhos é a terceira dessa espécie nos últimos três meses. Além dele, Renato e Gil também tiveram problema de púbis. Aliás, Renato voltou hoje aos treinamentos, após a cirurgia. E Gil vem lutando há duas semanas contra uma inflamação no púbis, que o tirou dos jogos contra a Portuguesa e São Paulo. "A inflamação no púbis é uma lesão traiçoeira, que tira a confiança da gente", explica Gil. "Quando você pensa que está bom, a dor volta. No meu caso, sentia muitas dores nos dois adutores. Mas felizmente agora estou bem e só penso em ajudar o Corinthians". Renato, que após a cirurgia ainda teve de passar 45 dias fazendo fisioterapia, confirmou o que disse Gil. "Põe traiçoeira nisso. É uma lesão que te confunde. Você acaba perdendo muito tempo achando que pode se recuperar sem a cirurgia. No fim, dependendo do caso, você acaba tendo que operar. Pelo menos foi esse o meu caso". O zagueiro Marquinhos tem sofrido muito com o púbis. Pouca gente sabe, mas em certas ocasiões ele jogou no sacrifício. Contra o São Paulo, por exemplo, ele só voltou a treinar na sexta-feira para jogar no domingo. Jogou e voltou a sentir. Como a inflamação não diminuiu, hoje os médicos decidiram recomendar uma ressonância magnética. No treinamento de hoje à tarde, no Parque Ecológico do Tietê, os repórteres que fazem a cobertura diária do clube, se perguntavam: por quê há tanto problema de púbis no Corinthians? O médico Fábio Novi imagina que seja produto de um esforço maior que o futebol moderno exige. "Muita gente me pergunta porque nos anos 70 não havia esse tipo de problema. São épocas diferentes. Nos anos 70, um jogador corria em média de 5 a 6 quilômetros por jogos. Hoje corre o dobro, de 10 a 12 quilômetros. O nível de exigência é muito maior, não dá para comparar". Seja qual for a razão do problema, hoje o Corinthians ganhou mais um reforço que pode ajudar: o preparador físico Fábio Mahseredijian, campeão da Taça Guanabara pelo Flamengo, já começou a trabalhar. A chegada de Fábio completa a Comissão Técnica de Oswaldo de Oliveira. O time volta a treinar amanhã, às 16h, no Parque Ecológico. Oswaldo, que todo ano costuma desfilar pela Mocidade Independente de Padre Miguel, no Rio, prometeu estar de volta a tempo de comandar o treinamento desta quarta.

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