Daniel Augusto Jr/AgCorinthians
Daniel Augusto Jr/AgCorinthians

Corinthians inicia semana decisiva dentro e fora de campo

Time recebe o Once Caldas na pré-Libertadores e conta com o apoio da torcida para deixar a classificação bem encaminhada

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

04 de fevereiro de 2015 | 07h00

O Corinthians inicia nesta quarta-feira uma semana que vai definir o futuro do clube. Às 22h, em Itaquera, o time encara o Once Caldas, da Colômbia, no primeiro jogo da pré-Libertadores. Sábado, será dia de eleição presidencial no Parque São Jorge para escolher o sucessor de Mário Gobbi. E na próxima quarta-feira tem o jogo de volta contra o Once Caldas em Manizales. No meio de tudo isso, domingo, ainda tem clássico com o Palmeiras na casa do adversário pelo Campeonato Paulista.

Começar bem essa sequência decisiva é fundamental para Tite, por isso ele quer deixar a vaga para a fase de grupos da Libertadores bem encaminhada já nesta quarta-feira. “É importante vencer, e seria melhor ainda sem tomar gol. Tirar alguma vantagem do fato de jogar em casa é muito importante”, diz o treinador.


Tite era o técnico do Corinthians em 2011, quando a equipe foi eliminada pelo Tolima na pré-Libertadores. O Alvinegro empatou por 0 a 0 no Pacaembu e foi eliminado na Colômbia após derrota por 2 a 0. Por isso, ele ressalta tanto a importância de fazer um bom resultado nesta quarta-feira.

Isso não significa que o Corinthians vai pressionar o Once Caldas do começo ao fim do jogo na busca por um placar elástico. Nesse seu retorno ao clube, Tite tem dado ênfase aos treinos em campo reduzido. Ele montou um time compacto para não dar espaço ao contra-ataque do Once Caldas.

“Vamos atacar com seis jogadores e ter quatro na contenção. O nível de concentração tem de ser muito grande. Em um jogo de 180 minutos a margem para erros é muito pequena”, explica.

O treinador sabe que a torcida vai transformar o estádio num caldeirão para pressionar os colombianos – mais de 30 mil ingressos já foram vendidos. Porém, pediu aos atletas que não entrem na “pilha” da Fiel. “Quero um time enérgico sem a bola. Mas quando tiver a bola tem de ser frio e equilibrado.”

Para equilibrar o meio-campo, o treinador confia em Jadson. O meia virou titular no domingo, momentos antes da partida contra o Marília, quando ficou sabendo no ônibus, a caminho do estádio, que Lodeiro estava sendo negociado com o Boca Juniors.

Lodeiro nem foi inscrito na Libertadores. Ontem, o meia apareceu no gramado do CT do Parque Ecológico, mas trabalhou separado do restante do grupo. Ele apenas correu em volta dos campos enquanto Tite comandava um trabalho tático com os titulares e os reservas faziam um treino à parte.

Com Jadson, o toque de bola da equipe fica mais cadenciado. Mas, se o time perde a velocidade de Lodeiro, ganha a qualidade do passe de Jadson. O meia é a aposta de Tite para encontrar brechas na defesa colombiana.

O time será o mesmo que derrotou o Marília por 3 a 0 no domingo. O zagueiro Edu Dracena, contratado para ser o “xerife” da equipe, como definiu o presidente Mário Gobbi, ainda está fora de forma e tem condições de atuar apenas 45 minutos. Por isso, ficará no banco. Felipe está mantido no zaga ao lado de Gil.

Tite não quis se alongar nos comentários sobre a escolha do argentino Patricio Loustau para apitar o jogo desta noite, mas foi bastante crítico em relação ao paraguaio Carlos Amarilla, que teve atuação decisiva na eliminação do Corinthians nas oitavas de final da Libertadores de 2013 diante do Boca Juniors.

“Não gostaria que o Amarilla apitasse mais nenhum jogo meu. Não quero nem cruzar com ele em lugar nenhum na minha vida. Que ela siga a vida dele e eu a minha.”

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