Corinthians já está em Porto Alegre para jogo decisivo

Elenco 'dribla' torcedores no aeroporto e fica em hotel ao lado da concentração do Internacional

Fabio Hecico - O Estado de S. Paulo,

30 de junho de 2009 | 21h59

Com um livro de Ronaldo na mão, "A jornada de um gênio", Márcio Nazário, com o filho Marcelo Bragge, de 9 anos, aguardava ansioso pela chegada do Corinthians em Porto Alegre. Perto dele, cerca de 100 torcedores da Gaviões Sul também esfregavam as mãos para ver os ídolos. Pulavam, cantavam os coros de incentivo ao time, faziam festa. Uma recepção calorosa para os ídolos que não puderam ver na passagem rápida do ônibus.

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Não se importaram. Assim que a sirene da polícia, às 20h53, anunciou que o time sairia do aeroporto ali pelo portão cinco, a cantoria ficou empolgante, o batuque ditava o ritmo e os fogos e sinalizadores davam as boas-vindas ao Alvinegro, vindo de Curitiba. "Aqui tem um bando de loucos, louco por ti Corinthians", catavam.

Márcio, gremista e, hoje, corintiano, sonhava em pegar um autógrafo no livro do Fenômeno. O filho, que estava ali para conhecer o camisa 9, até dizia quanto seria o jogo desta noite. "1 a 1, gols de Ronaldo e Nilmar."

Com um segurança na frente, para todo mundo ver, o ônibus deixou o local protegido por apenas uma viatura. E passou bem depressa. "Poxa, nem apareceram na janela", lamentou Márcio. "Não tem problema pai, vamos para o hotel", consolou o filho, entusiasmado.

Mal sabiam eles que tudo não passava da tática de despiste. Apenas o segurança estava no ônibus. Sob orientações de Mano Menezes, um expert em decisões no Sul, a delegação deixou o aeroporto sem que ninguém a vice, em vans com vidros filmados. "Já estamos no hotel", disse o assessor de imprensa corintiano Guilherme Prado à reportagem, enquanto a possibilidade de o time ainda aparecer era prevista.

Parte da delegação, nutricionista, médicos, fisioterapeutas, seguranças, se dirigiu para um hotel, anunciado à imprensa. Time e comissão técnica foram para outro, guardado a sete chaves pelo clube, mas que alguns dirigentes do Grêmio, sem querer, acabaram entregando. Para evitar a queima de fogos que os torcedores locais costumam fazer para atrapalhar a noite de sono dos visitantes, a tática foi ficar do lado da concentração do Internacional.

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