Corinthians já "joga a tolha"

Segurando dois sanduíches e duas caixinhas de suco de fruta, o argentino Carlitos Tevez apareceu para dar sua entrevista semanal após o 0 a 0 contra o Paulista, em Jundiaí. Ele só fala em dia de jogo. Neste domingo, após uma atuação discreta, Tevez não quis falar muito. Disse que sentiu dores na perna direita (no tendão de Aquiles), e que isso prejudicou sua atuação e provocou sua substituição no final do segundo tempo.O técnico Tite confirmou a informação e até fez um mea-culpa: "Devia ter tirado o Tevez antes. Eu sei que ele é um jogador vibrante, que quer ir até o final do jogo, mas eu sou o técnico e preciso zelar pela sua saúde."Tevez compreendeu a atitude do técnico: "Cabe ao Tite decidir as substituições. Não posso falar nada." O argentino admitiu que as chances de disputar o título ficam cada vez menores. "Temos de ser realistas. A distância para os líderes é muito grande." O Corinthians está nove pontos atrás do líder São Paulo, que tem 22.Tite, no entanto, preferiu fazer um jogo de palavras: "Me arrependi de falar no ano passado que não tínhamos mais chance no Brasileiro. Quase conseguimos uma vaga na Libertadores. Não vou cometer o mesmo erro. Nós continuamos trabalhando para ganhar o título."Sobre o jogo deste domingo, Tite admitiu que o time não foi bem - somente no segundo tempo, com a inversão dos laterais (Edson trocou de lado com Coelho), o Corinthians melhorou e criou duas chances para marcar. O treinador elogiou o time da casa, que soube segurar o empate.Gil, outro que foi substituído no segundo tempo, reclamou das cobranças. "Eu agora faço uma nova função. Ajudo mais o meio-de-campo. Mesmo assim, às vezes sou cobrado como se fosse um atacante. Mas é normal". O (agora) meia contou que no primeiro tempo chegou a dar uma bronca em Tevez, após o argentino perder um gol fácil. "Disse para ele ter calma porque ele estava sozinho. Não vinha zagueiro por trás. Dava tempo de dominar e finalizar. Eu disse isso para ele porque é o que eu ouço quando perco um gol", justificou.Ao contrário do técnico Tite, Gil está pessimista: "Cada ponto perdido, fica mais difícil pensar no título."O meia Carlos Alberto ainda tem uma esperança: "Não podemos esquecer que temos os clássicos ainda. Podemos tirar a diferença." Ele lamentou o empate de ontem. "Faltou tranqüilidade na hora de finalizar."O time se reapresenta nesta segunda-feira, já pensando na próxima partida: contra a Ponte Preta, quarta-feira, no Pacaembu.

Agencia Estado,

20 de fevereiro de 2005 | 19h49

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