Rodrigo Coca/Agência Corinthians
Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Corinthians corre risco de nova punição se não pagar Nagoya Grampus por dívida de Jô

Time paulista recebe condenação da Corte Arbitral do Esporte pela transferência do atacante brasileiro em 2020

Redação, Estadão Conteúdo

18 de junho de 2022 | 09h40

A Corte Arbitral do Esporte (CAS) decidiu condenar o Corinthians e o atacante ao pagamento de uma indenização de US$ 2,6 milhões (cerca de R$ 13 milhões) ao Nagoya Grampus, do Japão, por causa da forma como o jogador deixou o clube japonês em 2020 antes de assinar com a equipe alvinegra. A notificação foi recebida na sexta-feira pela diretoria corintiana, que agora "analisa os próximos passos para chegar a uma resolução", como disse em nota, para evitar punições mais severas.

O Corinthians ainda tem a possibilidade de negociar com os japoneses, mas, caso não chegue a um acordo ou não consiga quitar a dívida em um prazo de 45 dias, pode até ser punido com o transfer ban da Fifa. Ou seja, ficaria proibido de fazer o registro de novos atletas. Jô, por sua vez, pode levar um gancho de até seis meses sem jogar.

O atacante, que rescindiu com o time paulista na semana passada após nova polêmica, jogou no Nagoya Grampus até junho de 2020, quando resolver aceitar uma proposta feita pela diretoria corintiana. Uma semana após o centroavante ser anunciado na capital paulista, os japoneses informaram que haviam entrado com uma ação na FIFA contra o atleta.

A situação se deu porque Jô se lesionou em fevereiro de 2020 e veio ao Brasil para fazer o tratamento. O Nagoya desaprovou a situação, por entender que ele deveria permanecer no Japão. Por isso, o atacante acabou voltando. Pouco tempo após retornar, contudo, o campeonato foi suspenso por causa da pandemia de covid e Jô foi para a terra natal novamente, sem a permissão do clube.

O atacante não voltou mais ao Japão e assinou com o Corinthians meses depois. No dia 21 de junho, quando emitiu o comunicado dizendo que entraria com a ação na Fifa, o Nagoya informou que rescindiu o contrato do jogador por abandono de emprego e que já havia deixado de pagá-lo desde abril.

Jô foi contratado pelo Nagoya Grampus por cerca de R$ 40 milhões no início de 2018. Ele tinha vínculo com a equipe japonesa até 2021, tendo atuado com a camisa da equipe pela última vez em dezembro de 2019.

O Corinthians foi colocado como parte solidária do processo por ter contratado Jô logo depois da saída do time conturbada do time japonês. Atleta e clube foram condenados pela Câmara de Resoluções de Disputas da Fifa, em novembro de 2020, a pagar US$ 3,4 milhões aos japoneses. Na sequência, recorreram à Corte Arbitral do Esporte, que, nesta sexta, manteve a punição, mas com o valor reduzido.

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