Corinthians joga contra a pressão e o forte calor

O Corinthians já teve a liderança e a deixou escapar por três vezes. Mas não desistiu, pois sabia que tinha tempo e jogos suficientes para recuperá-la, como fez na última rodada. Restando três jogos para o fim do Campeonato Brasileiro, a equipe sabe que vacilar e ser superada na tabela de classificação neste momento significa dar adeus ao título.

FÁBIO HECICO, Agência Estado

21 de novembro de 2010 | 08h47

Por isso, a ordem neste domingo, às 17 horas (de Brasília), no estádio Barradão, em Salvador, é explorar o desespero do Vitória, primeiro clube fora da zona do rebaixamento, com 39 pontos, e superar o forte calor e a pressão da torcida para dar mais um passo rumo à conquista que salvaria o ano do centenário. A expectativa é de que a temperatura ultrapasse os 35 graus, com sensação térmica acima dos 40.

"Não vai ser o calor nem a situação deles (na classificação) o maior adversário, mas sim o Vitória. Iremos enfrentar uma equipe que precisa ganhar. Por um lado isso é bom, pois não vai jogar nos nossos erros", avaliou o capitão William. "Teremos espaços para atacar. Então não vamos ter como desculpa o calor".

Outros jogadores fizeram coro com o zagueiro corintiano. "É muito ruim acabar um jogo e ter de torcer contra alguém. O bom é só depender de si. Secar e depender dos outros é a pior coisa que existe em todos os setores, não só no futebol", afirmou o lateral-direito Alessandro. "A gente tem uma vantagem que não é muito grande. Lá (em Salvador), o calor intenso, a necessidade do Vitória de vencer e nossos desfalques (Bruno César e Dentinho, suspensos) são desafios a superar", seguiu o "guerreiro" corintiano, que tenta recuperar a confiança da torcida.

Danilo, outro visto com desconfiança pelos corintianos e que terá a tarefa de substituir Bruno César, também adota o discurso de superação para não precisar fazer contas ou pensar em resultados de Fluminense e Cruzeiro. "Quem quer ser campeão tem de passar por cima de tudo isso".

E se o assunto é superação, ninguém melhor do que o Ronaldo para motivar e dar esperança aos corintianos. Neste domingo, ele iguala sua maior sequência de jogos da década, sete (completados também na Copa do Mundo de 2002 e por duas vezes no ano passado), e espera seguir anotando gols importantes. Foram quatro em seis jogos. A média só não é melhor por causa dos dois anulados contra o Guarani.

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