Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Corinthians leva alimentos e cozinheiro para partida na Venezuela

Situação delicada por que passa o país leva o clube a se precaver para o jogo contra o Deportivo Lara

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

16 Maio 2018 | 07h02

A grave crise política e econômica na Venezuela mexeu com a logística e a organização do Corinthians. O clube levou alimentos e um cozinheiro para o país, onde o time enfrentará o Deportivo Lara, quinta-feira, pela Libertadores. Além disso, um avião foi fretado para transportar a delegação sem riscos até Barquisimeto, cidade que fica à 363 quilômetros da capital Caracas.

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Um funcionário do clube viajou com antecedência à Venezuela, para conhecer as dependências em que os atletas ficarão concentrados. Preocupados com a possibilidade de não ter uma boa alimentação, devido à escassez de mantimentos no país, o clube decidiu levar comida e até alguns temperos. Um cozinheiro e uma nutricionista ficarão responsáveis pelas refeições e a garantia de que os jogadores conseguirão manter a disciplina nas refeições.

Enquanto estiver no país, o Corinthians também terá uma forte segurança, feita por policiais locais. A equipe vai treinar hoje, no local da partida, às 16h (horário de Brasília), e o trajeto entre o hotel e o estádio será feito com escolta policial.

Para evitar transtornos ao deixar o Brasil, o Corinthians decidiu também fretar um avião. Por causa da situação da Venezuela, muitas companhias aéreas não estão operando no país e por isso as opções de voos de carreira são pequenas. Assim, o clube teria que dividir a delegação e ainda fazer conexões para chegar ao destino, o que desgastaria ainda mais aos atletas.

Além disso, por uma questão de logística, o Corinthians decidiu ir direto de Barquisimeto para Recife, onde enfrentará o Sport no domingo, pelo Campeonato Brasileiro. Não há voos diretos da Venezuela para a capital pernambucana.

Para fretar o avião, o clube gastou próximo de R$ 1,5 milhão e não teve ajuda da Conmebol. A entidade que organiza a Libertadores não paga pelas viagens dos participantes.

Em relação ao time, Carille deve repetir a formação que derrotou o Palmeiras, domingo passado, por 1 a 0. Assim, Pedrinho segue titular e Fagner, convocado para a Copa do Mundo, continua fora, machucado. A tendência é que o lateral também não enfrente o Sport, domingo, por ainda não estar 100% recuperado de uma lesão na coxa direita.

Emerson Sheik, expulso contra o Independiente, também não viajou. Ele deve atuar contra o Sport, quando o time poderá ser misto ou reserva.

 

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