Corinthians não consegue contratar

Se Roberto Rivellino cumprir sua promessa, é bastante provável que o Corinthians comece o Campeonato Brasileiro com outro diretor-técnico. Sem poder de convencimento para contratar jogadores tarimbados (aquela velha história de que jogar no Corinthians é motivação suficiente só funciona com garotos), o clube não consegue fechar com nenhum atleta experiente, daqueles que chegam para resolver o problema. Athirson desdenhou e preferiu voltar ao Flamengo. Ricardinho e Reinaldo admitem voltar, mas apenas em maio, quando termina a temporada européia. Pelo visto, restam poucas alternativas para se juntar ao grupo antes do Brasileiro. Uma delas é o meia-atacante Wellington Paulista, do Juventus. Porém, o jogador está longe do perfil pretendido pela direção. Depois das 13 contratações realizadas no final de 2003 e início deste ano, a determinação agora é priorizar a qualidade. Até o capitão Rincón faz questão de se posicionar. "Todo mundo sabe que nós precisamos de reforços", cutucou. Outra opção é o lateral-esquerdo Kléber, cujo empréstimo para o Hannover 96 termina em junho. Para ficar com o atleta, os alemães precisam depositar US$ 2,5 milhões. É nesse ponto que Rivellino sofre dois desgastes consideráveis. Embora se considere fortalecido, não é bem assim que está o clima no Parque São Jorge. O diretor-técnico é apontado, ao lado do ex-diretor Andrés Sanchez, como responsável pelo fiasco do "pacotão 2004". Sanchez já foi afastado. E a situação só complicou quando Rivellino insistiu em declarar, publicamente, que deixaria o clube caso a diretoria não lhe desse condições para reforçar o time. Muitos encararam a atitude como maneira de pressionar a cúpula e fugir da responsabilidade pelas malsucedidas indicações anteriores. Frustração - O técnico Oswaldo de Oliveira já sabe que vai sofrer as conseqüências da desorganização. A intertemporada, festejada por ser a chance de remontar, entrosar e treinar o time, ficará comprometida, uma vez que as principais contratações devem chegar apenas em maio. Assim, melhorar o condicionamento físico do grupo e tentar definir um padrão de jogo passam a ser os principais desafios nas próximas semanas.

Agencia Estado,

23 de março de 2004 | 20h03

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