Corinthians não deve ser punido, diz diretor jurídico

Após a morte de um torcedor boliviano no jogo contra o San José, na noite de quarta-feira, o diretor jurídico do Corinthians, Luiz Alberto Bussab, minimizou as chances de punição ao clube brasileiro. O dirigente acredita que a equipe não deve sofrer sanções porque o mando de campo pertencia aos bolivianos, na cidade de Oruro.

AE, Agência Estado

21 de fevereiro de 2013 | 15h44

"No meu entender, ocorreu uma fatalidade. Mas o Corinthians, como entidade, não concorreu nem contribuiu em absolutamente nada para que isso ocorresse. Portanto, não acreditamos em qualquer tipo de punição", afirmou Bussab, em entrevista à Rádio Estadão. "Se fosse um mando [de campo] do Corinthians, aí sim o clube teria responsabilidade pela segurança, revista e vistoria dos torcedores".

O diretor jurídico do Corinthians disse ainda que não houve vínculo entre os torcedores e o clube. Ele garantiu que o clube não subsidiou a viagem da torcida para a Bolívia. O Corinthians aguarda contato da Conmebol após a finalização da perícia das autoridades locais para decidir que tipo de atitude será tomada.

A partida contra o San José marcava a estreia do Corinthians, atual campeão, na edição deste ano da Copa Libertadores. A morte do adolescente boliviano ocorreu logo no início da partida depois do gol do time brasileiro, aos 5 minutos de jogo.

Segundo a polícia local, um sinalizador partiu do setor da arquibancada onde estava a torcida corintiana e atingiu fatalmente Kevin Beltram Espada, de apenas 14 anos. Os policiais entraram em ação e prenderam 12 torcedores do clube paulista, que seguem detidos em Oruro. A investigação deve continuar pelos próximos dias.

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