Corinthians não faz acordo com Grava

A batalha judicial entre o médico Joaquim Grava e o Corinthians, na Justiça do Trabalho, promete ser longa. Hoje, na primeira audiência, na 44ª Vara da Justiça do Trabalho, em São Paulo, não houve a menor chance de um acordo, sugerido pela juíza Luciana Maria Bueno Camargo de Magalhães. O médico, que pede uma indenização de R$ 3,6 milhões, reduziu as suas pretensões para R$ 2 milhões no sentido de facilitar um acordo. Mas a proposta do Corinthians foi muito aquém. O advogado Sérgio Dante Grassini, que representa o clube, ofereceu R$ 20 mil, que ainda seriam pagos em quatro parcelas iguais. Óbvio que o advogado de Grava, Ricardo Innocente, não aceitou. A própria juíza percebeu que o caso é complicado e resolveu marcar uma segunda audiência para 18 de dezembro. O clima na audiência foi de constrangimento principalmente entre o gerente de Futebol Edvar Simões, uma das testemunhas do Corinthians, e Joaquim Grava. Segundo o médico, Edvar foi um dos responsáveis por sua demissão, juntamente com o vice-presidente de Futebol Antonio Roque Citadni. A outra testemunha do clube foi o roupeiro Gildásio Miranda. Da parte de Joaquim Grava, foram arrolados como testemunhas dois ex-funcionários do clube: o ex-segurança Francisco Marcelino, o Chicão, que trabalhou na época de Vanderlei Luxemburgo; e o ex- admistrador Adílson de Toledo. Nenhuma das quatro testemunhas chegaram a ser ouvidas na audiência de hoje. Grava saiu do TRT indignado com a proposta do clube. "R$ 20 mil em quatro parcelas é palhaçada. Nem a juíza acreditou. Ela até sugeriu ao doutor Grassini (advogado do Corinthians) que consultasse o clube. Afinal, foram 24 anos de trabalho. E eu tenho tudo documentado", emendou Grava. "E olha que eu só estou pedindo as horas extras dos jogos e das viagens". Grava fez constar no processo que o Corinthians não incorporou todos os prêmios pagos pelo clube como salário. "Como não é salário se eu paguei imposto de renda sobre tudo o que recebi?"

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.