Corinthians não faz previsão para amanhã

O Corinthians enfrenta o Fortaleza, amanhã, às 20h30, no Pacaembu, pela Copa do Brasil, apavorado com o que pode ocorrer se o time não vencer a partida. Depois do vexame no Campeonato Paulista e de uma intertemporada de duas semanas - em Extrema e em Porto Feliz - ninguém sabe dizer exatamente como deve ser o comportamento da equipe nesse reencontro com a torcida. Que o clima é tenso está na cara de todos os jogadores e nas palavras de Oswaldo de Oliveira. O treinador disse que está otimista quanto a uma resposta positiva do time mas se negou a fazer uma previsão. "Não adianta falar uma coisa e no jogo acontecer outra completamente diferente. Só a competição vai nos dizer em que melhoramos". Além dos problemas conhecidos, como a insegurança do grupo e a descrença em alguns jogadores recém-chegados, o Corinthians não terá alguns jogadores importantes. O lateral-direito Rogério, machucado, e o meia Piá, que não foi inscrito a tempo na competição, estão fora do jogo. E o meia Rodrigo, que amanheceu com indisposição estomocal, pode ser o terceiro desfalque. O jogador passou mal a noite retrasada e teve de ser medicado com soro. Até o começo da tarde, as suas chances de enfrentar o Fortaleza eram mínimas. Mas às 16h o meia apareceu no gramado e participou normalmente do treinamento no Parque São Jorge. Apesar da evolução positiva, Oswaldo de Oliveira foi para concentração em dúvida, já que Rodrigo não participou do coletivo de segunda-feira. Como Renato treinou em seu lugar e foi bem, o treinador levou a dúvida para a concentração. O médico Paulo Faria, que cuidou de Rodrigo, afirmou que o desempenho de Rodrigo no treinamento de hoje seria fundamental no sentido de sua liberação para o jogo. O meia também saiu de campo otimista mas Oswaldo, precavido, deixou a decisão para amanhã. Na prática, ele sabe que o jogo é quase uma decisão e o técnico faz questão de escalar quem estiver melhor em todos os sentidos - emocional e fisicamente. "Pensei muito nesse aspecto até para escalar a equipe. Optei pelos jogadores que estão melhor física e emocionalmente", observa o técnico. Oswaldo, aliás, não está tendo um comportamento nada paternalista com os jogadores. Na intertemporada, ele fez um trabalho paralelo no sentido de preparar emocionalmente a equipe. Mas, ao mesmo tempo, não poupou ninguém de sua dose de responsabilidade. Falando já em relação ao jogo de amanhã, diante do Fortaleza, o técnico foi muito franco com o grupo na hora de comentar as dificuldades que a sua equipe vai enfrentar. "Os jogadores são todos adultos e sabem que terão barreiras pela frente. Se não conseguirem ultrapassá-las, não teremos sucesso". As barreiras são inúmeras. Além da própria insegurança da equipe, Oswaldo sabe que o próprio Fortaleza vai tentar tirar proveito da situação dramática da equipe. Na visão do técnico, o adversário vai jogar fechado, tentando explorar os eventuais erros e o desespero corintiano. Por isso mesmo, recomendou muito equilíbrio e cautela na hora de atacar o Fortaleza. "Até porque eles têm um bom time e contam com jogadores experientes, que conhecem bem o futebol aqui do sul", acrescenta o técnico. "Tem o Lúcio, o Mazinho Loyola, o Agnaldo. São jogadores traquejados, que podem nos complicar. Mas eu estou otimista. Acho que esse período em que passamos juntos foi muito importante para os jogadores se conhecerem e se unirem. Agora, daí a saber qual será a resposta imediata da equipe, é muito difícil". Outra coisa que desagradou Oswaldo e os jogadores: o sorteio dos dois jogos contra o mata-mata. O Corinthians preferia jogar a primeira fora.Como isso foi impossível, Oswaldo preferiu não estipular nenhum plano para o jogo de amanhã. "Qual resultado precisamos fazer? Difícil responder porque o primeiro resultado só será bom se o segundo também nos for favorável. Não adianta nada ganhar de 1 a 0 amanhã e perder de quatro em Fortaleza. De qualquer forma, a vitória já seria ótimo".Doni - Hoje no Parque São Jorge surgiu o boato de que o goleiro Doni seria dispensado pelo Santos e se reintegraria ao grupo. A diretoria preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

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