JF Diorio/ Estadão
JF Diorio/ Estadão

Corinthians não quer mais Carlos Amarilla em jogos do time

Clube pedirá punição ao Tribunal da Conmebol

O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2015 | 21h31

O Corinthians vai entrar com uma representação no Tribunal de Disciplina da Conmebol solicitando a apuração das gravações divulgadas no domingo pelo canal "TV América", da Argentina, que mostram que o ex-presidente da Federação Argentina de Futebol (AFA) Julio Grondona, morto em 2014, teria agido nos bastidores da Conmebol para indicar o árbitro paraguaio Carlos Amarilla para apitar a partida entre Corinthians e Boca Juniors, pelas oitavas de final da Libertadores de 2013.

O clube também vai pedir que Carlos Amarilla e os bandeirinhas Rodney Aquino e Carlos Cacéres, que apitaram aquele jogo, não voltem a trabalhar em partidas do Alvinegro. Contra o Boca, o Corinthians teve dois gols anulados, dois pênaltis não marcados e foi eliminado da competição.

Outra solicitação do Corinthians é que a CBF peça à Conmebol que Amarilla não apite mais jogos no Brasil, independentemente do clube. O juiz e os dois bandeirinhas que trabalharam naquele Corinthians x Boca Juniores de 2013 já foram suspensos pela Federação Paraguaia de Futebol. O trio não vai voltar a trabalhar em competições organizadas pela entidade até a conclusão das investigações.

De acordo com as escutas reveladas no domingo, Grondona teria pedido para que Abel Gnecco, diretor da Escola de Árbitros da AFA e representante da entidade na Comissão de Arbitragem da Conmebol, pressionasse Carlos Alarcón, diretor do órgão, a escalar Amarilla para trabalhar naquele jogo.

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