Corinthians não teme inflação salarial no elenco

Em dezembro de 2007, a diretoria do Corinthians e o goleiro Felipe viveram momentos tensos por causa de um pedido de aumento. Agora, com a chegada de Ronaldo, envolvendo cifras fora da realidade brasileira (deve receber cerca de R$ 6 milhões por ano), há novamente a possibilidade alguns jogadores do elenco corintiano se sentirem no direito de cobrar valorização. Os dirigentes, contudo, já adiantam que a contratação do atacante é um caso especial."Nossos atletas têm de entender, precisam ser inteligentes para saber que o Ronaldo fez por merecer (os salários)", afirmou o diretor técnico do Corinthians, Antônio Carlos, descartando dar reajustes para um grupo que disputou, com brilho, a Série B do Campeonato Brasileiro nesta temporada. A maioria tem contrato longo e, em sua avaliação, não há motivos para refazer os acordos. "Eles têm de jogar com o Ronaldo, e saber que será uma honra estar com ele no dia-a-dia."E o diretor técnico do Corinthians não quis vincular a renovação de contrato de Ronaldo, no fim do próximo ano, à conquista da vaga na Libertadores. Mas acabou se traindo. "Isso (a extensão do acordo em 2010), vamos deixar para conversar após a Copa do Brasil ou depois do Campeonato Brasileiro", disse o dirigente, deixando claro que a disputa da competição intercontinental é uma grande motivação ao atacante, disposto a brilhar no Brasil para voltar à seleção brasileira.Presente nas conversas para um possível acerto com Ronaldo, desde 5 de novembro, quando começou a negociação, Antônio Carlos ficou satisfeito em ver a disposição do jogador em voltar logo aos gramados. "Ele está bastante disposto. Com muita vontade de superar os problemas (operou o joelho esquerdo em fevereiro passado) e voltar a jogar. Não vê a hora de estrear", revelou o dirigente.Antônio Carlos aproveitou para garantir não haver nenhum atrito com diretores do Flamengo, clube no qual Ronaldo vinha fazendo sua recuperação. "Não tem briga nenhuma, seguimos com muitos amigos no Flamengo, que o acolheu de braços abertos. E foi o Ronaldo quem escolheu vir para cá, encantado com a estrutura", explicou.

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