Corinthians não vai poupar jogadores na Série B

Mesmo classificado na Copa do Brasil, Mano Menezes colocará força máxima contra o Gama, neste sábado

Fábio Hecico, O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2008 | 19h07

O Corinthians está guloso. E não vai priorizar Copa do Brasil ou a Série B. Buscará os dois títulos. Diferentemente do que aconteceu com vários clubes na estréia da Série A, na qual apostaram em equipes com juniores ou vários reservas, o técnico Mano Menezes não abrirá mão de utilizar força máxima no jogo deste sábado, contra o Gama, pela segunda rodada da Série B. "É bem possível jogar na terça-feira e no sábado. Temos bons dias para descansar, para se recuperar e cuidar da alimentação", enfatiza o treinador. E, mesmo que ele quisesse deixar alguém de fora, será difícil convencer os jogadores de que o melhor será descansar. Com forte concorrência por uma vaga entre os titulares, ninguém quer saber de ficar fora. "Agora que estou começando a ter uma regularidade e a reconquistar a torcida, nem penso em sair", enfatiza o meia Lulinha, aplaudido nos 3 a 1 diante do São Caetano, terça-feira, em Ribeirão Preto. "Estou começando a dar a volta por cima e não posso dar brechas", observa. Mas e o cansaço? "Não tem nada disso não, o Trevisan [Flávio, preparador físico] está fazendo um belo trabalho com a gente", não esconde o sorriso. A armação das jogadas, tão carente não faz muito tempo, virou agora uma saudável dor de cabeça para Mano,por causa do excesso de opções. Nos dois últimos jogos, a equipe atuou com só um volante e três atletas na meia. Douglas enfrentou o CRB e Diogo Rincón, o São Caetano. Lulinha e Eduardo Ramos atuaram nos dois jogos, mas um deles vai ficar na reserva diante do Gama, em Taguatinga. E a concorrência ganhará mais um candidato na sexta-feira, dia da apresentação de Elias, recém-chegado da Ponte Preta. "Estamos bastante fortes na frente", reconhece o treinador. "Mas também temos de ter mais cuidados atrás, senão o técnico morre do coração com alguns gols que estamos sofrendo", brinca. Diante do São Caetano, Mano Menezes substituiu Fabinho no fim do confronto. O volante estava exausto e ainda revoltado com a arbitragem de José Henrique de Carvalho. Seria um dos "casos específicos" que o técnico vai deixar para avaliar as condições. Ou ia. "Não existe esta conversa de cansado. Da minha parte, não quero ficar de fora", diz Fabinho, enfático. O grande exemplo de que não se pode desperdiçar oportunidade vem de uma declaração do meia-atacante Acosta. "Como posso reivindicar uma vaga com o Herrera jogando tanta bola?", indaga. "Tenho mais é de agradecer ao Mano por estar me colocando durante os jogos", afirma o uruguaio, apresentado como "presente de Natal" para a torcida e há várias rodadas na reserva. Recuperado de lesão muscular, Alessandro também não sabe quando vai voltar a ganhar uma chance no time titular. Com o inchaço no meio-de-campo, virou opção para a lateral-direita. O problema é a grande disposição e garra apresentados por Carlos Alberto. Voluntarioso, o jogador - volante de origem - supriu bem a ausência do titular, ausente nos últimos dois meses. Quem diria. Um time que contou com vários jogadores com fama de chinelinho, agora sofre para colocar 11 em campo, pois conta com mais de 20 opções. "Um problema bom, né?", comemora Mano Menezes. E também os corintianos. Após mais de um ano, eles puderam comemorar 4 vitórias seguidas.

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