Corinthians 'nem cogita' atuar sem torcida, diz diretor

Reunida na manhã desta sexta-feira para decidir quais passos serão tomados após ter conhecimento da punição imposta pela Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), a diretoria do Corinthians chegou à conclusão que já se esperava. Segundo o ex-diretor jurídico e atual assessor da presidência, Sérgio Alvarenga, o clube diverge da opinião da entidade.

DENISE BONFIM, Agência Estado

22 de fevereiro de 2013 | 12h13

Na última quinta-feira, a Conmebol decretou que o clube atue com portões fechados nas partidas que disputar em casa nesta Copa Libertadores, assim como proibiu os mandantes que receberão o time brasileiro em seus domínios de reservarem ingressos aos corintianos. A intenção do Corinthians, no entanto, é reverter essa decisão antes, inclusive, da partida da próxima quarta-feira, diante do Millonarios, no Pacaembu.

"O Corinthians discorda da punição. Ainda mais sendo tomada em caráter preventivo. Acreditamos no bom senso, que o tribunal vai reformar a decisão, e os 35 mil torcedores que compraram seus ingressos poderão assistir à partida. Nem cogitamos a possibilidade da decisão não ser reformada". O clube entrará com um recurso na Conmebol. "O ofício já está sendo redigido pelo advogado especializado, e será enviado ainda hoje", completou Alvarenga.

A penalidade valerá até que se tome uma decisão final sobre o caso, o que deve ocorrer nos próximos 60 dias. Em nota oficial, o Corinthians afirmou que "lançará mão de todos os recursos legais para reformar a decisão".

A medida foi tomada após a morte do torcedor do San José Kevin Douglas Beltrán Espada, de 14 anos, atingido por um sinalizador lançado pela torcida corintiana no estádio Jesus Bermúdez, em Oruro, na última quarta-feira. Doze torcedores do time paulista foram presos após o confronto e seguem detidos na Bolívia.

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