Corinthians obtém vitórias na Justiça

Mesmo com comemorações restritas aos gabinetes da cartolagem, o Corinthians conquistou nesta quinta-feira duas importantes vitórias. Pena que os uniformizados jogadores foram substituídos pelos engomados advogados, o árbitro pelo juiz de direito, o gramado por um tribunal e a bola por uma caneta. Enfim, nas pendências jurídicas com Marcelinho e Luizão, dois de seus mais importantes jogadores dos últimos anos, o clube saiu em vantagem.Pela manhã, no processo com Marcelinho, os advogados da Corinthians Licenciamentos conseguiram êxito em dois aspectos: derrubaram a liminar que dava ao atleta o atestado liberatório para atuar em qualquer time e obtiveram o direito de receber uma indenização de R$ 5.020.000,00.O valor foi calculado ao se considerar os seguintes aspectos: o primeiro foi estipulado em R$ 1.020.000,00 referentes "à rescisão antecipada e imotivada do contrato de trabalho"; e o segundo, que totaliza R$ 4 milhões, foi o investimento feito pelo clube no jogador, o que, na sentença assinada pelo Juiz do Trabalho Manoel Antonio Ariano, da 74ª Vara, consta como "indenização por rompimento de vínculo desportivo". Ainda cabe recurso.Poucas horas depois, foi a vez de o juiz da 12ª Vara do Trabalho, Clener Pimenta Strouppa, dar outra boa notícia à diretoria corintiana. Ele negou o pedido de liminar impetrado pela defesa de Luizão, que possibilitaria ao atacante conseguir o direito de se transferir para outro clube e de receber cerca de R$ 7 milhões. Na quarta-feira está prevista uma audiência para se tentar chegar a um consenso.Grana - Segundo o advogado da Corinthians Licenciamentos, Marcelo Gômara, neste momento o que interessa ao clube no caso Marcelinho é conseguir o dinheiro referente à indenização. "Não posso dizer se meu cliente quer o jogador de volta", afirmou. "Minha instrução é para obter os recursos relacionados à indenização definida pela sentença."Ele revelou que, se dependesse do Corinthians, a defesa já teria feito uma representação na Fifa quando Marcelinho decidiu entrar na Justiça. "No entanto, orientei meu cliente a aguardar um pouco", disse o advogado. "Mas se o processo começar a se estender demais, ainda podemos pensar nessa hipótese."Luizão entrou na Justiça do Trabalho alegando atraso no pagamento de salários, que inclui o direito na exploração da imagem e recolhimento no fundo de garantia sobre o tempo de serviço. Além dessas reivindicações, ele quer que o Corinthians e a Hicks Muse paguem 50% do valor correspondente ao que receberia até o fim do contrato, previsto para 2004. Ao todo, o jogador exige R$ 7.305.980,15. E mais: baseado na Lei Pelé, pede a imediata liberação do seu contrato com o Corinthians para poder atuar em outro clube.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.