Corinthians: Parreira critica parceria

Em um tom cordial, o técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, criticou hoje a parceria Corinthians/MSI ao ressaltar algumas ações que estão contribuindo para os constantes resultados negativos da equipe nessa ?nova era?. O treinador ainda frisou que não vê a necessidade de treinadores de outros países serem contratados para atuar no Brasil, mas se mostrou favorável à presença desses profissionais, porque contribuírão com novas idéias para o desenvolvimento do futebol nacional. ?O resultado contra o Cianorte (derrota, por 3 a 0, na Copa do Brasil) foi surpreendente pelos nomes que o Corinthians tem em seu elenco. Acho que até as coisas se assentarem vai demorar?, afirmou Parreira. ?Não sei se houve um planejamento, mas não adianta montar uma diretoria, trazer investidores, fazer inúmeras contratações e, depois, o treinador que se vire para montar o time.? Para Parreira o ideal em qualquer clube é primeiro fazer a contratação do treinador e, em seguida, os dirigentes começam a reforçar o time, de acordo com as necessidades detectadas pelo profissional. O técnico da seleção ainda ressaltou que sair desta filosofia de trabalho é o primeiro passo para o insucesso. ?É importante um planejamento. Contratar jogadores que possam satisfazer às necessidades do clube e da filosofia de trabalho do treinador?, falou o técnico da seleção. ?Não adianta ter vários atletas de nome para uma mesma posição. Adaptações não costumam trazer resultados positivos.? Sobre a presença do técnico argentino Daniel Passarella à frente do Corinthians, Parreira foi enfático ao destacar as qualidades do portenho, mas salientou que o futebol brasileiro tem bons profissionais e não carece de treinadores de outras nacionalidades. Apesar da observação, ele se mostrou favorável ao trabalho do ?colegas estrangeiros? no País. ?Estar necessitando de técnicos estrangeiros o futebol brasileiro não precisa, mas sou favorável?, ressaltou Parreira, que por causa da convocação de amanhã, às 15 horas, para as partidas pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, contra Peru, dia 27, e Uruguai, 30, se recusou a falar sobre seleção. ?Treinadores de ponta, como é o Passarella, podem nos mostrar novas idéias, outras filosofias. Não precisamos, mas podem somar alguma coisa.?

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