Corinthians pede que STJD troque suspensão de Guerrero por multa

Departamento jurídico tenta última cartada para que o atacante peruano seja liberado para jogar o clássico contra o Palmeiras

Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2014 | 15h50

Atualizada às 19h11

O Corinthians quer que a suspensão de três jogos para Paolo Guerrero seja transformada em multa. O advogado do Corinthians, João Zanforlin, foi ao Rio de Janeiro nesta quinta-feira e entrou contato com o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) tentando liberar Guerrero para jogar o clássico contra o Palmeiras, sábado. O departamento jurídico do Corinthians disse que enviou um despacho ao STJD nesta quinta-feira e aguarda resposta do tribunal.

Já o STJD garante que não recebeu, até o início da noite desta quinta-feira, um pedido formal por parte do Corinthians. O presidente do tribunal, Caio César Vieira da Rocha, só analisaria o caso com base num pedido formal. Caso aceite o pedido do Corinthians, o presidente do STJD estipularia o valor da multa. Esta é a única chance de Guerrero de jogar o clássico. Como o atacante foi julgado pelo Pleno (última instância), não há mais chance de o clube entrar com recurso.

O CASO

Guerrero foi denunciado pelo empurrão no árbitro Leandro Bizzio Marinho, num lance que foi comparado ao do meia Petros. O jogo foi disputado pela Copa do Brasil, contra o Bragantino, nas oitavas de final. Como o Corinthians já foi eliminado, a pena tem de ser cumprida em jogos pelo Campeonato Brasileiro.

No lance, Guerrero não foi expulso, portanto, ele não cumpriu nenhuma suspensão automática. Caso a pena seja mantida, os jogos que Guerrero não poderá atuar são: Palmeiras (25/10), Coritiba (1/11) e Santos (9/11). 

O que revoltou o departamento jurídico do Corinthians é que Guerrero já havia sido julgado pelo empurrão no árbitro Leandro Bizzio Marinho. Em primeira instância, ele foi absolvido. 

Mas a procuradoria do STJD recorreu, por isso houve um novo julgamento. Ele foi denunciado no artigo 254-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: pena mínima de 180 dias. O advogado do clube conseguiu que o atacante fosse enquadrado num artigo mais leve (258). 

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