JF Diorio/Estadão
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Corinthians pensa em ampliar contrato com Tite, afirma Mário Gobbi

Presidente afirma que diretoria recusou pedido de demissão feito pelo técnico após jogo com a Lusa

Raphael Ramos, Agência Estado

18 de outubro de 2013 | 16h52

SÃO PAULO - O presidente do Corinthians, Mário Gobbi, revelou em entrevista à Rádio Estadão, nesta sexta-feira, que Tite pediu demissão do clube, mas que a diretoria não aceitou. O dirigente garante o treinador no time paulista até o fim do Campeonato Brasileiro e fala até em ampliar o contrato de Tite por mais uma temporada. "Se nós quiséssemos nos desfazer do Tite, teríamos feito há duas semanas, depois do jogo contra a Portuguesa, quando ele queria sair. Se nós não deixamos ele sair antes, não é agora que iríamos tirá-lo", disse Gobbi.

Ainda segundo Gobbi, a demissão de Tite não foi cogitada na reunião entre treinador, diretoria e jogadores realizada quinta-feira no CT do Parque Ecológico. "Fizemos uma reunião de trabalho, de cobrança e ele disse: ''presidente, nós vamos pra cima e vamos decolar''", explicou Gobbi.  O presidente reiterou o desejo de continuar com o treinador em 2014, mas disse que a renovação do contrato será discutida apenas depois que o Corinthians, matematicamente, conseguir se livrar do rebaixamento. O time é o 13.º colocado do Campeonato Brasileiro com 37 pontos, cinco a mais do que o Criciúma, primeira equipe dentro da zona de rebaixamento.

"A renovação com o Tite será em dezembro e não em outubro. Em 2012, quando fomos renovar com o Tite ele falou que não iria renovar. Ele é muito ético e rigoroso nos princípios. Disse que não falaria sobre renovação antes dos 47 pontos. Esse ano é igual. Não adianta forçar porque essa é a postura dele. Estamos contente com ele. É claro que queríamos que os resultados fossem outros, mas ele preenche todos os requisitos para ser técnico do Corinthians."

Gobbi atribuiu a má fase da equipe à "ressaca" após a maior sequência de títulos da história do Corinthians. Contra o Grêmio, quarta-feira, em Porto Alegre, o time completou o quarto jogo sem fazer gol. "Esse grupo vem sendo submetido há um ano a uma série de decisões e ganhou quatro títulos, sendo três internacionais. Isso provoca um stress emocional muito grande e afeta o físico. É uma espécie de ''ressaca'' e não tem muita explicação", disse. O presidente também garantiu não haver problema de relacionamento no elenco. "O ambiente é o melhor possível. Não existe racha. O grupo é unido e tem um nível intelectual elevado. É um elenco muito é muito forte, de opinião e que se posiciona."

Sobre a denúncia feita pelo procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Paulo Schmitt, contra o clube por causa dos incidentes do último domingo, no clássico com o São Paulo, e que pode custar o mando de dez jogos à equipe, Gobbi respondeu com a trecho da música "Nos Barracos da Cidade", de Gilberto Gil. "Ninguém mais tem ilusão no poder da autoridade de tomar a decisão e o poder da autoridade, se pode, não faz questão. Mas se faz questão, não consegue enfrentar o tubarão. Gente estúpida, gente hipócrita."

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