Nacho Doce/Reuters
Nacho Doce/Reuters

Após confusão na arena, Universidad de Chile pode receber o Corinthians com portões fechados

Conmebol estuda punir o clube chileno pela confusão com a sua torcida

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2017 | 07h01

A partida entre Universidad de Chile e Corinthians, dia 10 de maio, em Santiago, pelo jogo de volta da primeira fase da Copa Sul-Americana pode acontecer com portões fechados. O clube chileno deve receber uma punição da Conmebol pela confusão criada por sua torcida na partida de ida, realizada na última quarta-feira, na Arena Corinthians.

O Estado apurou que a Conmebol estuda a possibilidade de proibir a entrada de torcedores no estádio Nacional na partida que valerá vaga para a próxima fase da competição. Como a partida está distante de ser realizado, os dirigentes da entidade que administra o futebol do continente, ainda estão analisando os fatos para definir possíveis punições.

O Corinthians espera também que a diretoria do time chileno pague todas as despesas de reparos da arena. No total, 218 peças do estádio foram danificados, entre cadeiras, portas e grades. Devido a confusão, 26 torcedores foram detidos, sendo que dois deles conseguiram a liberação na quinta-feira. 

Outros 24 foram julgados e um, que mora no Brasil, conseguiu a liberdade total. Outros 23 estão em liberdade provisória e têm até quarta da semana que vem para pagar fianças que variam de três a cinco salários mínimos e, assim, aguardar o desenrolar do processo fora da cadeia. Mas não poderão deixar o Brasil até o fim do processo. Esse foi o acordo feito ontem entre eles e o juiz Rubens Lopes, do Departamento de Inquéritos Policiais de São Paulo (Dipo). 

Dois chilenos estão obrigados a pagar cinco salários mínimos (R$ 4.685) pelo crime de lesão corporal. A fiança dos demais foi arbitrada em três salários mínimos (R$ 2.811) cada - eles são acusados pelo crime de desacato e danos ao patrimônio. 

Inicialmente, o juiz havia determinado que os detidos pagassem a fiança na sexta-feira ou seriam mandados para a Centro de Detenção Provisória (CDP) de Pinheiros, na zona oeste. Mas ficou sensibilizado com a tentativa de os torcedores conseguir juntar o dinheiro. Assim, decidiu dar prazo para o pagamento e deixá-los livre - por enquanto. 

O grupos foi obrigado a comunicar o local onde ficará hospedado até o término do processo. Para deixar o Brasil, além de pagar a fiança, todos eles terão de esperar que o Ministério Público defina se vai oferecer denúncia. Se a resposta for positiva, eles precisarão aguardar pelo julgamento. Caso contrário, estarão livres. Não há prazo para o MP se posicionar.

A confusão dos torcedores com a Polícia Militar começou antes de a bola rolar no jogo entre Corinthians e Universidad de Chile, pela Sul-Americana. Os chilenos arrancaram cadeiras da arena para atirá-las contra os corintianos. Depois, eles jogaram esses assentos destruídos nos policiais, que responderam com rispidez e força. 

No intervalo da partida, a PM prendeu cinco torcedores que teriam iniciado o quebra-quebra e a ação irritou os demais chilenos. No total, 26 pessoas foram presas - mas duas foram liberadas na quinta-feira. 

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