Corinthians pode fazer parte do G-14

O Corinthians pode fazer parte do lobby dos grandes clubes da Europa. O G-14, grupo dos maiores times da Europa, estuda sua ampliação para a América do Sul e reuniu há poucos dias em Lisboa seus membros e representantes de clubes de fora da Europa para um debate inicial. Entre os sul-americanos estavam o Corinthians, representado por seu presidente Alberto Dualib, além dos argentinos do Boca Juniors e River Plate.O bloco, que inicialmente contava com 14 equipes européias, já é formado por 18 clubes, entre eles o Milan, Manchester United e Real Madrid. O objetivo dos organizadores da entidade foi reunir os cartolas mais poderosos da Europa para criar um grupo de pressão contra as federações e defender os interesses dos times. Não por acaso, a Fifa considera o G-14 como uma verdadeira ameaça a seu mandato de estabelecer as regras e calendários do futebol mundial. Joseph Blatter, presidente da entidade máxima do futebol, não poupa críticas ao grupo e considera a iniciativa como uma ameaça ao esporte.O G-14 chegou a entrar com um processo contra a Fifa e pede de forma insistente que as federações nacionais paguem compensações financeiras pela liberação dos craques milionários para os jogos entre países. Segundo os porta-vozes do G-14, está cada vez mais claro que os principais clubes do mundo enfrentam problemas similares: a liberação de seus melhores jogadores para as seleções nacionais e a falta de um calendário mundial do futebol que permita que um atleta possa render por seu time durante toda a temporada. Na avaliação da entidade, esses problemas também existem nos clubes da América do Sul.O grupo ainda não fechou um consenso sobre a possibilidade de uma inclusão formal dos times sul-americanos. Mas o G-14 reconhece que o encontro com Lisboa foi uma primeira experiência de diálogo que poderá ser institucionalizada no futuro.

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