Corinthians pode fechar o ano no vermelho e recorrer a empréstimo

Corinthians pode fechar o ano no vermelho e recorrer a empréstimo

Único jeito de colocar as contas em dia é pedir um empréstimo bancário. A decisão está nas mãos de Mário Gobbi

Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

31 de outubro de 2014 | 07h00

 Um rombo de R$ 44, 6 milhões poderá obrigar o Corinthians a recorrer a um empréstimo bancário para fechar as contas. Segundo o diretor financeiro Raul Correa, caberá ao presidente Mário Gobbi decidir se o clube pedirá um empréstimo para não encerrar o ano no vermelho.

Os números não são bons, mas mesmo assim o balanço foi aprovado pelo Conselho Deliberativo na última segunda-feira. De um modo geral, houve queda significativa de receitas, principalmente as relacionados à marca (licenciamentos).

Além disso, as receitas de bilheteria “sumiram” do orçamento porque agora a arrecadação dos jogos não entra mais na conta do clube, e sim no fundo que administra a nova arena.

Segundo os dados do clube, publicados no site oficial, R$ 12 milhões que viriam da bilheteria não serão contabilizados como receita. Por outro lado, as despesas aumentaram.

Na revisão do orçamento, o Corinthians terá receitas de R$ 198,4 milhões entre julho de 2014 e junho de 2015. No mesmo período as despesas serão de R$ 243 milhões.

Para Raul Correa da Silva, a situação econômica do País não é boa e por isso as receitas foram revisadas para baixo. “Entramos (o Brasil) num quadro de recessão técnica.”

O clube também gastou mais do que o previsto em contratações este ano. Só o meia Elias, que pertencia ao Sporting, custou cerca de R$ 14 milhões. No início do ano esse gasto não estava previsto.

Corte salarial. No futebol, a folha salarial é alta. O elenco recebe cerca de R$ 8 milhões por mês. Em recente entrevista ao Estado, Gobbi disse que esse valor teria de cair pela metade.

Nesses R$ 8 milhões estão contabilizados salários de atletas que não defendem a equipe, mas que são pagos pelo clube. São os casos de Douglas (Vasco), Emerson Sheik (estava no Botafogo e foi dispensado pelo clube carioca) e Alexandre Pato (São Paulo). Só esse trio recebe por volta de R$ 1 milhão por mês.

Pagar salários a atletas que não defendem o clube virou munição para a oposição. Na eleição para presidente, em fevereiro, o candidato da situação Roberto de Andrade será criticado porque foi diretor de futebol até 2013.

O cenário ruim do ponto de vista financeiro fará o clube apertar o cinto em 2015 para contratar jogadores. Além disso, o novo técnico não deverá receber salário tão polpudo como o que é pago a Mano Menezes, que beira os R$ 600 mil por mês.

Para que a situação não se agrave, o clube colocou como prioridade obter uma vaga na Libertadores para conseguir um aumento na receita.

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