Corinthians prepara projeto para mandar jogos na Fazendinha

Até semana que vem estará pronto projeto de reforma e revitalização do tradicional e pequeno estádio

Marcel Rizzo, Jornal da Tarde

01 de abril de 2008 | 08h53

Se o sonho do estádio próprio está parado por causa da dificuldade dos futuros parceiros para comprar um terreno, os olhos da diretoria do Corinthians se voltam então ao Parque São Jorge. Até semana que vem estará pronto projeto de reforma e revitalização da Fazendinha. E em até 90 dias o presidente Andrés Sanchez espera que o local esteja apto para receber pelo menos seis partidas do time na Série B do Brasileiro. Veja também:  Corinthians promete quitar dívida com Leão Quais times levam as duas últimas vagas das semifinais do Paulistão? Bate-pronto - Paulistão: chegou a hora da verdade Veja as chances de classificação e rebaixamento no Paulistão TV Estadão: Análise da reta final do Campeonato Paulista "Estamos respondendo para aqueles sócios que têm cativa no clube. Eles pagaram no passado e merecem ter jogos novamente aqui", disse o presidente do Corinthians, sem quantificar quantos possuem cativas na Fazendinha. A proposta é ambiciosa e está sendo conduzida pela conhecida arquiteta Patrícia Anastassiadis, que tem no currículo restaurantes chiques e bancos famosos. Por meio da assessoria, o Escritório Anastassiadis não confirma a parceria com o Corinthians, já que ainda não está fechado o acordo. A intenção é liberar o estádio corintiano para 15 mil pessoas. Segundo Andrés Sanchez, no Parque São Jorge cabem 18 mil, mas 3 mil lugares serão preservados por segurança. O projeto apresenta melhorias no acesso dos torcedores e tem como carro-chefe transformar o ginásio, que fica atrás do campo, em uma grande praça de alimentação. Para isso, foi contratado um escritório de arquitetura. A intenção é abrir um acesso entre a arquibancada e onde hoje fica o ginásio. O clube possui, na verdade, dois locais cobertos para outros esportes e, por isso, a mudança de um deles não geraria crítica de sócios, por exemplo. "Nós isolaríamos o clube a partir do ginásio em dias de jogos. Quem pagasse ingresso, e não fosse sócio, não passaria para o lado do clube, mas poderia ir à praça de alimentação. E os sócios, nesses dias, não teriam acesso ao campo", explicou Andrés Sanchez. O último jogo do Corinthians na Fazendinha foi um amistoso contra o Brasiliense - vitória por 1 a 0, em 3 de agosto de 2002. GRANAO valor da obra ainda não foi calculado, segundo o presidente corintiano. Mas fica abaixo de R$ 1 milhão, que era considerado o máximo que o clube poderia investir sem ter prejuízo. O objetivo é recuperar o dinheiro com o que for economizado em aluguel de estádios. Na Série B, o estádio utilizado será o Pacaembu, que está em reforma e fica pronto para a estréia corintiana em 10 de maio, contra o CRB. Mas é possível tomar como exemplo o Morumbi, "casa" do Corinthians em 2008 até o momento. Na partida de domingo, contra o Marília, a renda líquida foi de R$ 151 mil, mas poderia ser maior: o aluguel pago ao São Paulo foi de pouco mais de R$ 35 mil. Detalhe: estavam presentes cerca de 18 mil torcedores, bem próximo dos 15 mil que serão liberados no Parque São Jorge. APOIOO secretário de esportes de São Paulo, Walter Feldman, esteve nesta segunda-feira no Parque São Jorge, acompanhando a inauguração do Ceproo, o centro de recuperação corintiano, e avisou que a prefeitura pretende auxiliar nos dois projetos do clube: os ajustes na Fazendinha e o novo estádio. Com relação ao Parque São Jorge, a ajuda foi feita com apoio técnico para verificar o que seria necessário para que os órgãos pudessem aprovar as obras no local. Já a questão da construção de um novo estádio é mais complicada. Envolve pelo menos quatro secretarias: Habitação, Meio Ambiente, Planejamento e Transporte. Este último, por sinal, é o ponto mais preocupante na visão de Walter Feldman. "Ainda não recebemos o projeto, mas o terreno cogitado (na Marginal Tietê, a dois quilômetros do Parque São Jorge, no sentido oposto, o Penha-Lapa) precisa ter uma solução para desafogar o trânsito já na primeira documentação que recebermos", alertou o secretário.

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