Corinthians: projeto é a Copa do Brasil

O fracasso do Corinthians no Campeonato Brasileiro de 2003 não foi obra do acaso. O balanço do ano mostrou que time de aluguel não funciona. Só andou no começo da temporada porque o objetivo do time e dos jogadores - contratados em janeiro - era o mesmo: a Libertadores.A conquista do Campeonato Paulista não foi produto de um planejamento equilibrado. Apenas deu certo porque o horizonte da grande maioria do grupo estava limitado ao primeiro semestre. Jorge Wagner e Liedson, contratados com a missão de comandar a equipe rumo à conquista da tão sonhada Libertadores, sabiam que ganhando ou não o título inédito, não estariam mais no Parque São Jorge no segundo semestre.Erro de avaliação que custou caroA diretoria também sabia disso. O erro foi acreditar que depois da conquista do Paulista, o time estaria pronto para vencer a Libertadores. E que ninguém poupe a Comissão Técnica da responsabilidade pelo fracasso. Geninho e Moraci Sant?Anna também aceitaram o risco de apostar num planejamento feito única e exclusivamente pensando na competição sul-americana.É fácil entender. O Corinthians passou todo o primeiro semestre pensando só na Libertadores. Fez a pré-temporada com base naquela competição. Se vencesse, o ano estaria ganho. O problema é que nada do que foi planejado se confirmou. O Corinthians caiu precocemente na Libertadores, derrubado pelo River Plate.Óbvio que a perda de cinco jogadores - Fábio Luciano, Jorge Wagner, Liedson, Kléber e Leandro - foi fatal. Ficou fácil para todo mundo justificar o fracasso no Brasileiro. Geninho jogou a bomba em cima da diretoria, que não teve como segurar as estrelas. E a diretoria, em total desespero, lançou mão de um grupo de garotos que ainda não estava pronto para assumir a responsabilidade na equipe principal.

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