Corinthians promete atacar o Vitória

Corintiano, se nesta quarta-feira à noite, ao ligar o televisor, você se deparar com seu time partindo para cima do Vitória, em pleno Barradão, em Salvador, como se estivesse no Pacaembu, não se surpreenda. Ao contrário do que se faz normalmente em situações como esta, o técnico Oswaldo de Oliveira não vai aproveitar a vitória por 1 a 0 no primeiro confronto para jogar pelo empate ou tentar resolver nos pênaltis. A idéia é marcar pelo menos um gol. De preferência o primeiro. A explicação é simples. O Corinthians vai jogar com o regulamento. Como na Copa do Brasil gol fora de casa vale mais, marcar uma vez amanhã obrigaria os baianos a fazer três. "Sair na frente do placar é sempre importante, obviamente. Porém, no caso, essa necessidade fica ainda mais realçada", explicou o treinador. "A obrigação de fazer três gols certamente atrapalha o rendimento e desestabiliza a equipe." O argumento de Oswaldo até faz sentido. Porém, é nas entrelinhas que se esconde um detalhe curioso e, ao mesmo tempo, preocupante. A crise que assola o Parque São Jorge (sim, ainda está por lá!) deixou todos muito ansiosos, aguardando com expectativa a chegada de um período mais tranqüilo. Pois bem. Bastou o time ficar quatro partidas seguidas sem perder para que todos dessem a fase difícil por encerrada. Ocorre que, tão certo como a interrupção na seqüência de maus resultados, é o fato de o Corinthians ainda estar a anos-luz de convencer com seu futebol. E partir para cima dos baianos (com ou sem Edílson), no Barradão, pode ser abuso para uma equipe que ainda não prima pela regularidade e performance convincente. Reformulação - Ao mesmo tempo que comemora aquilo que, se espera, seja o início de nova fase, Oswaldo já começa a estudar como armar o time a partir de junho, quando o mercado europeu estará aberto. Enquanto a diretoria tem dificuldade em contratar atletas, dois titulares devem deixar o clube. Gil tem proposta do futebol turco (Fenerbahce), enquanto o zagueiro Anderson estuda oferta da Alemanha.

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