Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Corinthians promete bater na porta do presidente da Fifa

Dirigentes corintianos também ameaçam tirar o time de campo caso ocorra problemas nas próximas partidas da Libertadores

Vitor Marques, O Estado de S. Paulo

27 de fevereiro de 2013 | 14h00

SÃO PAULO - Se a punição de jogar com portões fechados se mantiver mesmo após o julgamento da Conmebol, marcado para acontecer em até 60 dias, o Corinthians ameaça levar o caso para a Corte Arbitral do Esporte, com sede em Lausanne, na Suíça, ou até mesmo ir à Fifa bater na porta do presidente Joseph Blatter. Tudo porque o clube não concorda com a pena, baseada até agora numa medida cautelar dos dirigentes da Confederação Sul-Americana.

O departamento jurídico do Corinthians enviou defesa à Conmebol e agora espera que a entidade julgue o caso o mais rápido possível. "Estamos sendo responsabilizados sem culpa, porque a figura da responsabilidade objetiva é sempre sem culpa, e o tribunal sabe disso", disse o advogado do clube Luiz Felipe Santoro. "Sofremos uma pena sem culpa, por um ato intencional sem culpa, o menino, diz que foi ele que atirou o sinalizador, a autoridade boliviana diz que não foi ele. Para nós, foi uma pena severa."

O clube torce para que o julgamento aconteça antes do próximo jogo em casa do time na Libertadores, contra o Tijuana, dia 14 de março. A expectativa é que a pena seja revista pelo menos para o mata-mata. O Corinthians já vendeu 82 mil ingressos das três primeiras partida da equipo no Pacaembu, e ainda não anunciou como vai beneficiar os torcedores que compraram ingressos para a partida desta quarta contra o Millonarios.

 

A diretoria bateu firme na Conmebol. O diretor de futebol, Roberto de Andrade, disse que a entidade jamais deveria ter permitido a realização do jogo contra o San José em Oruro, na Bolívia. Numa sala de imprensa lotada, mostrou imagens feitas pelo clube do aeroporto da cidade, que segundo o diretor não tinha condição de receber um time de futebol.

O dirigente fez questão de exibir vídeos de outras partidas em que torcedores de outros times também usavam sinalizadores e cobrou punição. "Exigir regulamento não é bater de frente com a Conmebol, estamos cumprindo o regulamento, então só quero que seja cumprido para todo mundo, só peço o mesmo peso da mão."

O que ficou claro foi que o Corinthians vai a partir de agora se tornar um 'vigia' da competição. A qualquer ato que esteja fora do regulamento do torneio, a diretoria corintiana não hesitará em relatar à Conmebol e não descarta até tirar o time de campo se numa partida um jogador for atingido por objeto vindo da torcida. A guerra está declarada. "O que temos de fazer, nossa posição, é de cobrar, exigir que as coisas funcionem conforme o regulamento, ou vamos rasgá-lo, não tem condição", disse Roberto de Andrade. A punição é por acender o sinalizador, não precisa morrer ninguém."

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