Corinthians quer 'agarrar oportunidade' na Copa do Brasil

Chegar à decisão do torneio - se passar pelo Botafogo - é considerado uma recompensa para Mano Menezes

Milton Pazzi Jr., estadao.com.br

28 de maio de 2008 | 10h10

Depois da péssima temporada em 2007, quando foi rebaixado no Campeonato Brasileiro, o clima de velório tomou conta do Corinthians. O objetivo para esta temporada se tornou óbvio: garantir o acesso na Série B. E só. E muito antes do que os torcedores e até mesmo o técnico Mano Menezes esperavam, o time conseguiu ter um bom desempenho num torneio nacional. Se vencer o Botafogo por 1 a 0 ou mais de dois gols de diferença nesta quarta-feira no Morumbi (às 21h45, com Globo), a equipe vai disputar a final da Copa do Brasil e pode, se for campeão, garantir vaga na Libertadores do ano que vem. Uma recompensa considerada inesperada.Veja também: Corinthians faz treino fechado na véspera e não dá pistas do time Para vencer o Botafogo, a Fiel empurra o Corinthians Descansado, Diogo Rincón é a arma da equipe paulistaMano Menezes, responsável pelo planejamento e montagem do time, não esconde a satisfação com a chance surgida ao avaliar o momento, sempre apontando como resultado disso o trabalho e a seriedade de sua parte e da comissão técnica no dia a dia. "É uma grande oportunidade que temos, tudo na vida é feito de oportunidades. Estamos a três jogos de conquistar um título nacional, de ganhar a Copa do Brasil, que tem um prêmio que é classificar para a Libertadores. E é óbvio que isso ajudará no trabalho da Série B. A Copa do Brasil é uma oportunidade, que daria um salto para essa equipe. A Série B é a nossa obrigação", avalia, procurando minimizar desde já o trauma que a eliminação pode causar.Neste caminho para conquistar este prêmio, o técnico corintiano explica que o trabalho para o jogo desta noite não inclui nenhum tipo de superstição. Nem mesmo com a presença do auxiliar de arbitragem Roberto Braatz no jogo - ele é considerado culpado por erros da primeira partida - mas tem uma pitada leve de ironia. "Estou tranqüilo. O Cuca disse que vai fazer orações, todos estamos torcendo por uma arbitragem melhor que a do Rio, é o único reforço que faço. Parece que é do senso comum que fomos prejudicados lá e torço para que tudo vá bem". O meio-campista Diogo Rincón descarta até mesmo rituais. "Eu tenho minha fé, mas não acredito em superstição". A desconfiança com a força do time corintiano - que foi eliminado na primeira fase do Campeonato Paulista - é colocada de lado por Mano. O discurso positivista que tomou conta do mundo do futebol é repetido por ele na entrevista coletiva, citando a goleada contra o Goiás, que deu ao time a classificação nas fases anteriores do torneio. "Mesmo nos 4 a 0 contra o Goiás não esperávamos esse caminho. Você tem de acreditar e fazer seus jogadores acreditarem. Tem de usar esse exemplo para motivar o grupo, vamos ter uma dificuldade porque perdemos quatro jogadores, mas é isso que nos motiva, que teríamos de incutir na cabeça dos jogadores que eles tem condições de render para jogar no Corinthians". TRANQÜILIDADEA única coisa que o técnico rechaça para esta partida no lado do Corinthians é o espírito popular de sofrimento que é identificado com o time, historicamente. "Os gremistas também acham que tudo é mais difícil, no Botafogo falam que tem coisas que só acontecem lá... Você chegar numa final é muito difícil, às vezes você escapa num jogada crucial. Tem o São Paulo como exemplo, tem o Liverpool que tomou gol nos últimos segundo e ficou fora da Liga dos Campeões. Vamos ficar mais atentos para que isso não aconteça. Espero que isso não aconteça [ser sofrido]".Diogo Rincón não fala diretamente em sofrimento, mas imagina que o time terá dificuldades, com o adversário fechado e o estádio lotado com cerca de 60 mil torcedores. "O Botafogo deve usar o regulamento e sabem que se expor muito ficarão vulneráveis e a gente pode fazer gols." Então, o torcedor que se prepare. E quem vai jogar? Só mesmo cerca de meia hora antes do jogo será possível saber, pois o mistério continua.  

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