Corinthians quer árbitro estrangeiro

O Corinthians já estuda a possibilidade de pedir à CBF um árbitro estrangeiro para dirigir o jogo de volta contra o Brasiliense, na quarta-feira, em Taguatinga, cidade-satélite de Brasília. Com a suspensão de Carlos Eugênio Simon - acusado pelo Brasiliense de beneficiar o Corinthians no primeiro jogo - e a impossibilidade de Paulo César de Oliveira ser escalado, por ser paulista, os dirigentes corintianos temem que a Comissão Nacional de Arbitragem do Futebol (Conaf) escale um árbitro que não tenha a tranqüilidade suficiente para suportar as pressões do ex-senador Luiz Estevão na capital federal. O Corinthians só não formulou oficialmente esse pedido à Conaf porque o time está envolvido na decisão do Torneio Rio-São Paulo, domingo, no Morumbi, e os dirigentes não querem antecipar uma polêmica reservada para a semana que vem. "O ideal seria trazer um árbitro estrangeiro para essa partida", opina o vice-presidente de futebol do Corinthians, Antonio Roque Citadini. "É o que o Corinthians tentará." Nos bastidores, o clube trabalha para impor um árbitro estrangeiro para a decisão da Copa do Brasil. Se não conseguir o seu intento, Citadini quer pelo menos criar um clima de alerta, para que sua equipe não seja prejudicada no jogo de volta. "Quem não vai perder no grito é o Corinthians", alerta o dirigente, usando as mesmas palavras do ex-senador Luiz Estevão, presidente do Brasiliense, em sua passagem pela CBF, na quinta-feira. O receio do técnico Carlos Alberto Parreira é o jogo da volta. Parreira entende que foi criado um clima desfavorável ao Corinthians e principalmente ao árbitro que apitar o jogo em Taguatinga. "Estou preocupado com isso. Criou-se um clima para que o árbitro fique pressionado. Só espero que a Conaf indique alguém que tenha personalidade."

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