Corinthians quer evitar o efeito Boca

A desclassificação em casa do Palmeiras para o Boca Juniors, pela Taça Libertadores da América, teve um lado positivo, pelo menos para o Corinthians. Tanto o elenco quanto a comissão técnica querem evitar que o mesmo aconteça na final da Copa do Brasil, domingo. A ordem é evitar a todo custo que o Grêmio não se transforme no "Boca" corintiano.A preocupação se deve às coincidências que envolvem os dois confrontos. Corinthians e Palmeiras fizeram a primeira partida fora de casa, jogaram bem e empataram por 2 a 2, resultado considerado bom. Contudo, na quarta-feira, o Palmeiras acabou sucumbindo diante de seus defeitos e da virtude da equipe argentina e perdeu a vaga na final.Os jogadores corintianos fazem questão de destacar que a tragédia palmeirense não vai alterar a preparação do time. Mas encontram alguma lições. "Acho que a partida de ontem mostrou que a concentração deve ser mantida durante todo o tempo", observou Marcos Senna, que vai entrar na vaga de André Luís, suspenso. "O Palmeiras sofreu um golpe duro logo no começo e depois ficou difícil recuperar." A juventude de Gil não o impediu de dar a explicação mais contundente sobre o que aconteceu no Palestra Itália. "O problema é que eles entraram no campo muito preocupados em revidar pancadas e catimba dos argentinos", disse. "A questão que fica para nós é que precisamos ter claro que nosso negócio é jogar futebol. Mais nada." O zagueiro Scheidt, com a experiência de quem já defendeu o clube gaúcho, alertou para a qualidade do adversário. "Precisamos manter nossa tranqüilidade, pois o time do Grêmio é muito disciplinado e, se formos surpreendidos no início, vai ficar muito complicado recuperar", explicou.

Agencia Estado,

14 de junho de 2001 | 19h09

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