Corinthians quer fazer sua obrigação e esperar

O Corinthians se gaba pela regularidade no Campeonato Brasileiro. Não para menos, pois passou toda a competição entre os três primeiros colocados. Restando duas rodadas para o fim da competição, contudo, a missão da equipe é "chegar viva" na jornada final, com chances de ainda sonhar com um título em seu centenário. Após perder a liderança no domingo passado, com empate por 1 a 1 diante do Vitória, agora virou obrigação ganhar as duas partidas para tentar superar o Fluminense. A primeira batalha será as 17 horas, no Pacaembu, diante do Vasco.

FÁBIO HECICO, Agência Estado

28 de novembro de 2010 | 08h17

Apesar de ser rival do líder, o que poderia sugerir uma facilidade a mais para o Corinthians, a tarefa é considera dura no Parque São Jorge. O Vasco vem dificultando bastante a missão corintiana nos últimos confrontos. "Sabe aquele pano que colocam para cobrir um buraco na areia? Eu não caio nisso. Não existe essa conversa de que o Vasco vai facilitar nosso trabalho. Eles são profissionais e virão aqui para disputar uma grande partida", discursa o experiente lateral-esquerdo Roberto Carlos, descartando corpo mole.

"Será um jogo importante diante do Vasco, no qual temos de vencer e torcer por outros resultados. É o momento certo de pegar a bola, chamar a responsabilidade e ir para cima. Se precisar de mim, vou ajudar, correr bastante", endossa o meia Bruno César, recuperado da pancada no joelho que o tirou, mancando, do treino tático de quarta-feira.

Necessitando de uma ajudinha de Palmeiras ou Guarani, os adversários do líder Fluminense, no Corinthians a ordem é pensar apenas em seu jogo. "Temos de fazer nossa parte", virou um mantra entre os corintianos. A meta é evitar pensamento nos duelos dos cariocas e esquecer de fazer bem feito seu fechamento de competição. "Vamos ganhar primeiro nossos jogos, com respeito aos adversários, que são fortes, para depois ver o que acontece com o Fluminense", salienta Roberto Carlos.

Os jogadores seguem à risca o discurso motivador do técnico Tite. "A construção do campeão é em 38 jogos. Perdemos jogos, caímos, a equipe se recuperou, está a um ponto, o que é menos de um jogo. A matemática é real, estamos atrás, mas temos de fazer a nossa parte", prega Tite. "Temos de cuidar do nosso trabalho, não perder o foco."

Tite usa a decisão do Campeonato Brasileiro de 1986 para mostrar que é possível ser campeão. Naquele dia, ele, atuando pelo Guarani, estava com a taça na mão e a viu escapar pelos dedos. "O esporte lhe mostra tantas coisas. Eu estava jogando uma final, com quase 13 minutos da prorrogação, meu colega, que havia saído no intervalo, me perguntou se iria comemorar com a camisa do jogo. Disse que ia pegar uma de reserva. Baixamos a cabeça e quando levantamos, vimos o goleiro do São Paulo, Gilmar Rinaldi, já sem forças até para cobrar tiro de meta, pedir para o Vágner cobrar. Ele chutou, o Pita, que era ruim de cabeça, ganhou dos zagueiros e pegou o Careca do outro lado. Empataram o jogo. A decisão foi para os pênaltis e perdemos. A coisa estava na minhas mãos, a três minutos."

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