Corinthians quer manter boa fase

O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira disposto a contentar sua exigente torcida em partida perigosa contra o Paysandu, às 21h45 no Estádio Mangueirão, em Belém. O time do Parque São Jorge terá de mostrar a sua torcida que é capaz de manter o bom nível de qualidade do trabalho apresentado no segundo semestre, mesmo sem contar com o técnico Carlos Alberto Parreira, o goleiro Dida, o meia Ricardinho e o volante Vampeta - todos envolvidos com a disputa da Copa do Mundo. Outra dificuldade será contentar o torcedor que passou o último mês assistindo às partidas do Mundial e espera um alto rendimento dos jogadores de seu clube. O técnico interino, Jairo Leal, garante que procurou modificar o menos possível a forma de jogar do Corinthians. "Tudo está sendo preparado para que quando o Parreira volte encontre tudo do jeito que ele gosta", afirma. Para Leal, o fato do jogo ser quase seguido à conquista do pentacampeonato da seleção brasileira não deve trazer dificuldades. "O torcedor corintiano sempre foi exigente, isto não será novidade", diz, lembrando que o time vem de conquista recente do Torneio Rio-São Paulo e da Copa dos Campeões. Para a partida, o técnico garantiu a presença de Renato no lugar de Ricardinho, Doni no de Dida e Fabinho no de Vampeta. Leal ressalta que, se o esquema tático não mudou, o torcedor deve estar preparado para as características diferentes de seus substitutos. "Renato é um jogador mais de finalização do que Ricardinho, que é um atleta de armação. Já o Fabinho dá mais força à marcação enquanto Vampeta é mais técnico.? O atacante Gil espera um torcedor mais exigente, mas mais porque o Corinthians vem de conquista de títulos do que pela atuação da seleção. Segundo ele, o time vai fazer o seu melhor mas, por ser reinício de temporada, o torcedor deve ter um pouco de paciência. "Estamos com 70% do entrosamento ideal", disse, lembrando a ausência dos companheiros. Fabinho quer aproveitar a chance de atuar como titular. "No Corinthians é bem difícil aparecer uma chance e quando isto acontece o que a gente quer é aproveitar." O time do Paysandu, Givanildo Oliveira, e a equipe confiam no entrosamento do grupo que está junto há dois anos, e na força da torcida. "Nosso time não tem craques, mas é de pegada", diz o atacante Jobson. O grupo vem embalado pela conquista recente do tricampeonato paraense, a Copa Norte e a Série B do Campeonato Brasileiro. O atacante Albertinho considera a Copa dos Campeões uma ótima oportunidade dos torcedores do eixo Rio-São Paulo "conhecerem um pouquinho do futebol paraense?. Givalnildo acredita que seu time, jogando em casa, pode pegar o Corinthians em igualdade de condições, mesmo que Dida, Ricardinho e Vampeta estivessem em campo. O treinador diz que não pretende abdicar de sua proposta de jogo. "A princípio vamos jogar para frente como sempre fizemos."

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