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Corinthians quer o dobro que o Palmeiras em patrocínio

Diretoria usa rival como comparação para fechar o principal contrato de publicidade de camisa: R$ 50 milhões

Vítor Marques, Agência Estado

29 de fevereiro de 2012 | 17h28

A diretoria do Corinthians está usando o Palmeiras como comparação para vender seu patrocínio principal de camisa. O valor pedido a empresas interessadas é simplesmente o dobro do divulgado pelo rival.

Como o Palmeiras fechou contrato com a Kia por R$ 25 milhões/ano, o Corinthians acredita que pode conseguir R$ 50 milhões/ano. Há dois argumentos para isso, sustentam dirigentes do clube que estiveram reunidos na noite de terça para eleger o novo presidente do conselho deliberativo.

O primeiro é um reajuste natural do contrato da Hypermarcas, que vence em abril e rende ao Corinthians R$ 37 milhões. Com a conquista do título Brasileiro e as participações constantes nas Libertadores, esse valor, avaliam cartolas, precisam ser reajustados.

O segundo é que o clube vai ganhar ainda mais exposição com a proximidade da Copa de 2014. Tanto que o Corinthians gostaria de amarrar o contrato novo por três anos, o que contabilizaria R$ 150 milhões/ano clube apenas de patrocínio principal de camisa.

O outro lado, porém, é que nenhum clube no Brasil e poucos no mundo têm um patrocínio anual de patrocínio de camisa na casa dos R$ 50 milhões. Por essa ótica, se o clube receber uma contraproposta de R$ 45 milhões fechará contrato.

A Hypermarcas tem prioridade na renovação, mas ainda não se decidiu se continua ou não patrocinando o clube. Isso porque a empresa acha que já atingiu seu objetivo, tornando suas marcas mais conhecidas, especialmente a Neo Química.

O clube se aproximou da montadora sul-coreana Hyundai, na esperança que ela siga o exemplo da também sul-coreana Kia e passe a investir no futebol.

Conselho favorável - Na noite da última terça-feira, 200 novos conselheiros tomaram posse no Conselho do Corinthians. O novo presidente do Conselheiro Deliberativo foi eleito. Ademir Benedito teve o apoio do presidente Mário Gobbi. Também foram eleitos os novos membros do Cori (Conselho de Orientação Fiscal).

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