Ueslei Marcelino/Reuters
Ueslei Marcelino/Reuters

Corinthians rebate Valcke e diz não aceitar 'pressão'

Clube fala grosso e afirma que 'Se entendem que devem mudar o local de abertura da Copa, fiquem à vontade'

AE, Agência Estado

14 de maio de 2013 | 16h33

O Corinthians reagiu nesta terça-feira à cobrança pública do secretário-geral da Fifa Jérôme Valcke, que pediu mais rapidez nas obras do Itaquerão, em nova visita ao Brasil. Preocupado com as dificuldades burocráticas enfrentadas pelo clube, o dirigente mandou um recado ao afirmar que poderia mudar as sedes da Copa do Mundo até o dia 1º de agosto.

"Eles vão ter que acelerar [as obras]. Isso não é uma ameaça. Nós podemos mudar tudo até 1º de agosto, quando começam as vendas de ingressos. Os estádios têm de ser entregues em tempo", declarou Valcke, ao cobrar os dirigentes do Corinthians. A Fifa estabeleceu dezembro como prazo final para a entrega de todos os estádios da Copa.

Em resposta ao representante da Fifa, o Corinthians disse estar cumprindo os prazos previstos no cronograma e atribuiu eventual atraso aos trâmites burocráticos. "O Corinthians começou as obras quase um ano depois dos demais estádios e, mesmo com todas as dificuldades do repasse financeiro do financiamento e com atrasos referentes ao CID junto à construtora Odebrecht, manteve o cronograma da construção."

Além de negar qualquer atraso, o clube alegou que o secretário-geral teria estendido o prazo de entrega do Itaquerão para fevereiro de 2014. "Gera estranheza ao clube a posição colocada nesta terça-feira pelo Sr. Jérôme Valcke sendo que ele mesmo deu o prazo até dezembro de 2013 para conclusão dos estádios. No caso do Corinthians, esse prazo foi estendido pelo próprio Valcke para fevereiro de 2014", registrou o clube.

O novo prazo não chegou a ser oficializado pela Fifa. Ainda em 2011, o secretário-geral cogitou dar prazo mais longo ao clube ("não seria um problema", afirmara). Mas não avançou na proposta. Desde o início deste ano, Valcke tem insistido na entrega de todos os estádios até dezembro.

O Corinthians argumentou ainda que a eventual demora na execução das obras se deve às exigências da Fifa para o aumento da capacidade da arena. "O clube não aceita nenhuma pressão porque é bom lembrar o que sempre disse: o estádio para os corintianos teria 48 mil e, quando o estádio passou a ser requisitado para a Copa do Mundo, foi feito um remanejamento do projeto para 68 mil lugares."

Em tom mais elevado, o clube disse aceitar um eventual corte da Fifa no Mundial. "Se entendem que devem mudar o local de abertura da Copa, fiquem à vontade. O Corinthians só espera que Fifa e COL [Comitê Organizador Local da Copa] reconheçam o esforço da Prefeitura de São Paulo, do governo do Estado de São Paulo, do governo federal e principalmente da população paulista."

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