Corinthians: reforços têm contratos de risco

Há explicação para a postura passiva da diretoria corintiana diante do péssimo rendimento de alguns dos novos atletas. Jogadores como Careca, Adrianinho, Régis, Dinelson e Julinho têm uma cláusula no contrato que permite à diretoria avaliações semestrais. Se os dirigentes entenderem que não corresponderam, serão dispensados sem multas. A equipe, sétima no Grupo 1, precisa vencer de qualquer maneira para tentar se classificar para as quartas-de-final do Paulista no domingo, em Rio Preto, contra o América.?Assinei contrato com essa cláusula. É um contrato de risco. Foi um pedido da diretoria, que quer fazer avaliação semestral. Dá tempo para o jogador mostrar se merece continuar ou não?, diz Careca, volante que foi contratado do Santo André. Ele mesmo terá de se superar que além de não ter agradado a Juninho, Oswaldo de Oliveira não o está utilizando.Régis, Adrianinho e Samir não ficaram nem no banco de reservas. O treinador deixou claro que irá apostar nos jovens atletas do time dos juniores. Grande parte dos 13 atletas contratados para 2003 foram escolhidos pelos diretores, sem a menor participação do dispensado técnico Juninho. Acossada por empresários do Brasil inteiro, a diretoria procurou se proteger dos fracassos impondo a cláusula da dispensa automática.Em relação à fraca campanha do time no Campeonato Paulista, os dirigentes resolveram dar todo o apoio a Oswaldo de Oliveira. Depois da derrota de domingo por 2 a 1 contra a Ponte Preta, o time precisa vencer as duas últimas partidas ? América, em Rio Preto, domingo; e Santista, no Pacaembu, na última rodada da fase.O vice-presidente Roque Citadini procura mostrar calma ao avaliar a situação. E principalmente o fraco futebol corintiano. Ele enxerga até progresso da equipe nas mãos do novo técnico. ?Nossas contratações não foram melhores por causa do mercado. Mas está tudo bem. A equipe já melhorou com a chegada do Oswaldo. O grupo está reagindo. Temos alguns jogadores contundidos e que se recuperarão a tempo de reforçar o time?, diz o dirigente.

Agencia Estado,

02 de março de 2004 | 09h24

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