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Corinthians rejeita rótulo de favorito

Mesmo depois das provocações de Magrão, no meio da semana, os jogadores do Corinthians rejeitam a hipótese de um clima tenso no clássico de domingo, contra o Palmeiras. O assunto até já virou tema na conversa entre o grupo, hoje. O capitão Anderson, o corintiano que mais vezes enfrentou o Palmeiras, sugeriu aos companheiros concentração apenas no jogo em si. "O que ele (Magrão) falou é problema dele. Qualquer um tem o direito de falar o que pensa. Só acho que nós não podemos entrar em campo pensando no que ele falou. É preciso separar as coisas para não sermos prejudicados. Foi isso que eu coloquei para o grupo na nossa reunião", ponderou o zagueiro. A preocupação dos corintianos, segundo revelou seu capitão, é falar o mínimo possível antes do clássico. Na prática, estão assumindo uma atitude completamente inversa a de Magrão. A idéia é não dar ao adversário nenhuma brecha para uma eventual supermotivação. "Não adianta ficar entrando em polêmica. Falando demais, você motiva o adversário". Em cima dessa tese, Anderson e os seus companheiros só falaram bem do adversário. Rejeitaram até o rótulo de favorito. "No papel o Corinthians pode até ter um time com jogadores de mais nome que o Palmeiras, mas esse negócio de papel não ganha jogo", sustenta o meia Carlos Alberto. "Em campo, são 11 contra 11. Se você não correr, não se aplicar, não marcar com a mesma disposição de seu adversário, só a técnica não fará diferença". Partindo desse princípio, e levando em consideração que a qualidade técnica de sua equipe do meio-de-campo para frente possa fazer a diferença, Daniel Passarella usou o primeiro coletivo da semana para acertar principalmente a marcação. O argentino acha que para vencer o clássico, o primeiro passo será parar o adversário. "A marcação pode até variar. Se não der para fazer o tempo todo por pressão, na saída de bola do adversário, pode ser atrás da linha de bola", revela Anderson. "Mas tem de ser sempre forte, porque se a nossa equipe não levar nenhum gol nesse clássico, com a qualidade que tem nossos jogadores lá na frente, um gol com certeza o Corinthians conseguirá marcar. Então, é por aí o caminho". Apesar do planejamento tático estar praticamente pronto, Daniel Passarella tem dúvidas para escalar sua equipe. No coletivo de hoje, por exemplo, deixou o conterrâneo Sebá na reserva durante a primeira parte do treino. Na segunda, Sebá substituiu Betão. No ataque, Só Tevez tem lugar garantido. Mas é bem provável que Passarella repita a dupla formada com Bobô, no domingo passado, na vitória por 3 a 2 diante do Santo André. "Ainda não está definido quem vai acompanhar Tevez no ataque. Dirigi a equipe em apenas dois jogos. Ainda estou observando alguns jogadores", disse o técnico, na véspera, já que hoje ele não conversou com os jornalistas. As outras experiências feitas por Passarela foram Júlio César no lugar de Fábio Costa; Edson no lugar de Gustavo Nery; e Gil no de Tevez. O time, porém, só deve ser confirmado no sábado, já que Passarella não costuma desprezar o treinamento da véspera de jogo com o tradicional ´rachão´.

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