Felipe Oliveira / EC Bahia
Felipe Oliveira / EC Bahia

Corinthians, São Paulo e Santos pisarão no freio em 2019

Enquanto Palmeiras faz contratações pontuais para manter elenco forte, rivais estaduais planejam próxima temporada mais econômico

João Prata e Renan Cacioli, O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2018 | 05h00

O Palmeiras é um time recheado de opções em todos os setores e já acertou para a próxima temporada com dois destaques da Série A: o meia Zé Rafael, do Bahia, e o atacante Arthur, do Ceará. Enquanto isso, seus rivais estaduais planejam um 2019 bem mais econômico e com dificuldades na remontagem dos elencos. O Corinthians acena com contratações de atletas desconhecidos, o São Paulo aposta na manutenção do que já tem e o Santos, além de pensar em quem chega, precisa se preocupar com a saída de seu principal nome: Gabriel Barbosa, o Gabigol.

O Corinthians apresentou nesta semana duas apostas para 2019: o atacante Gustavo Mosquito, que veio do Coritiba, e o lateral-direito Michel Macedo, que na temporada passada atuou pelo Las Palmas, da Espanha. De acordo com o presidente Andrés Sanchez, a diretoria não trará jogadores em alta.

“Nossos reforços não vão ganhar R$ 700 (mil), R$ 800 (mil), R$ 1 milhão por mês. Não vou fazer esse tipo de loucura. A conta um dia vem. Ela chegou para o Corinthians, vai chegar para os outros clubes também. Mas vamos procurar jogadores com um pouco mais de cancha para completar com os garotos que temos lá”, disse o cartola corintiano terça-feira, no congresso técnico do próximo Paulistão. 

No caso do São Paulo, a ideia é preservar a maior parte da base de Cotia. O contrato de todos os titulares e dos reservas mais utilizados vai, no mínimo, até o fim de 2019. Peças pontuais são desejadas para o meio de campo e lateral-direita, principalmente. No primeiro caso, o alvo é alguém que faça sombra a Nenê, hoje sem substituto à altura. Faça sombra e ajude. “Nós estamos planejando, discutindo. É uma preocupação permanente que esperamos definir”, disse nesta semana o presidente do clube, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.

Antes de bater o martelo com possíveis reforços para 2019, porém, o São Paulo precisa definir duas questões: a renovação ou não do contrato de Diego Aguirre - o vínculo se encerra em dezembro - e a posição na qual a equipe terminará o Brasileirão. Estar no G-4 significa lugar garantido na Libertadores. E isso é visto como fundamental para negociar futuros contratos e seduzir reforços no mercado.

O discurso de Raí, diretor executivo de futebol do time do Morumbi, sinaliza que as categorias de base poderão fornecer parte do que o São Paulo necessita para encorpar o elenco. “Reforços são sempre bem-vindos. Ainda mais pensando em ano mais intenso. Tem uma meninada boa chegando também.”

O Santos tem como maior dilema se virar sem o principal destaque da temporada, o atacante Gabriel, de malas prontas para retornar à Itália - ele está emprestado ao time da Vila até dezembro, mas pertence à Inter de Milão, com quem tem contrato até o meio de 2021.

Comprá-lo está fora de cogitação, conforme explicou recentemente José Carlos Peres, presidente santista. “Os chineses (que controlam a Internazionale) pagaram R$ 88 milhões pelo Gabriel. Se dividir pelas quatro temporadas (do contrato), são R$ 22 milhões cada. Eles já perderam uma temporada e, se ficar sem o jogador por mais uma, perdem metade do valor do contrato. É o grande bloqueio que encontramos.”

O Palmeiras tem os principais atletas do elenco com vínculos por pelo menos mais uma temporada. O presidente Maurício Galiotte admite que pode perder jogadores, mas prometeu que o grupo seguirá forte. 

“Pode ocorrer (a saída de jogadores). Não é nosso pensamento hoje. Queremos manter o grupo forte e, na medida do possível, melhorá-lo”, disse o dirigente em entrevista ontem ao SporTV. Galiotte também tentará continuar no comando do clube. No próximo dia 24 ele concorre com Genaro Marino.

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