Infográfico/Estadão
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Corinthians e São Paulo voltam a se enfrentar na final do Paulistão após 16 anos

As duas equipes chegam na decisão após eliminarem rivais em disputa de pênaltis

João Prata, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2019 | 22h22

Corinthians e São Paulo voltam a se enfrentar em uma decisão de Campeonato Paulista depois de 16 anos. No último encontro, em 2003, o time alvinegro levou a melhor. Se repetir a dose, a equipe do Fábio Carille conquistará o tricampeonato consecutivo, algo que não consegue há 80 anos. As finais serão domingo, às 16h, no Morumbi, e no domingo seguinte (21), no mesmo horário, na Arena Corinthians.

Neste longo período sem avançar à final do Paulista, o São Paulo se sagrou campeão estadual em 2005, mas naquela ocasião a competição foi disputada em sistema de pontos corridos. E foram os corintianos que terminaram aquele torneio na segunda posição na classificação geral e tiveram de se conformar com o vice-campeonato.

Pelo Campeonato Paulista, as equipes já se enfrentaram 181 vezes. O Corinthians leva vantagem com 66 vitórias, 57 empates e 58 derrotas. Mas, curiosamente, o São Paulo marcou mais gol: 246, contra 240 do time de Parque São Jorge.

Para chegar à final, as duas equipes tiveram de superar a desconfiança dos seus torcedores, mas em momentos diferentes. O Corinthians veio de uma luta contra o rebaixamento no Brasileirão no ano anterior. Para sair da crise, o presidente Andrés Sanchez bancou o retorno de Fábio Carille e trouxe 11 reforços. O treinador foi fazendo testes e encontrou a formação ideal ao longo da competição.

O time alvinegro teve uma primeira fase sem grandes obstáculos. Conseguiu a classificação com certa facilidade em primeiro lugar do grupo, mas depois caiu de produção nas quartas de final. Empatou os dois jogos por 1 a 1 com a Ferroviária e conseguiu avançar somente nos pênaltis, em Itaquera. Contra o Santos, o Corinthians fez o placar no jogo de ida e agora está na decisão.

Já o São Paulo começou o ano cheio de expectativa, com um elenco experiente de olho na Libertadores. Mas veio a eliminação vexatória para o Talleres. A diretoria tirou André Jardine do cargo, negociou Diego Souza, mandou Nenê para o banco de reservas e apostou na contratação do técnico Cuca. O treinador, no entanto, se recuperava de um problema de saúde e o coordenador técnico Vagner Mancini assumiu provisoriamente.

A nova comissão técnica apostou nos garotos da base. Liziero, Luan, Antony e Igor Gomes foram ganhando espaço. O time passou no sufoco para as quartas de final. A partir daí cresceu e eliminou o Ituano e, na sequência, despachou o milionário Palmeiras com vitória nos pênaltis no Allianz Parque, local que até então o time só havia perdido.

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