Corinthians será julgado no dia 18

O tumulto provocado pela torcida corintiana no Estádio do Pacaembu, no clássico de domingo contra o São Paulo, poderá custar ao Corinthians a perda de seis mandos de campo, além de uma multa no valor total de R$ 1 milhão. O clube foi denunciado com agravante em um mesmo artigo, nesta quarta-feira, pela procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), por causa das desordens, da invasão e dos arremessos de objetos em campo, durante a derrota por 5 a 1, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. O julgamento em primeira instância, pela 3ª Comissão Disciplinar do STJD, será no dia 18 de maio.A possibilidade de o Corinthians atuar por até seis partidas sem a presença de torcedores no estádio ocorreu pela sua inclusão no artigo nº 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). E foi agravada por também ter sido aplicado o parágrafo 1º do mesmo artigo. "O clube que deixar de tomar providências capazes de prevenir ou reprimir desordens em sua praça de desporto" poderá perder o mando de campo por no mínimo uma partida e, no máximo, três, além de pagar uma multa entre R$ 50 mil e R$ 500 mil.Como o Corinthians também foi citado no parágrafo 1º do art. nº 213, "a entidade que, dentro de sua praça de desporto, não prevenir ou reprimir a sua invasão, bem assim o lançamento de objeto dentro do campo", poderá receber novamente as mesmas penas, que, somadas, dobrarão.A denúncia contra o Corinthians se agravou principalmente porque o árbitro do confronto, Wilson Luiz Seneme (SP), relatou os incidentes ocorridos no Estádio do Pacaembu. "A partida foi interrompida devido a invasão de campo de jogo de torcedores oriundos das arquibancadas em que se encontravam os torcedores do S.C. Corinthians", escreveu o árbitro na súmula. "Também foram lançados morteiros das arquibancadas citadas acima, que caíram atrás do gol do S.C. Corinthians."Na segunda-feira, o presidente do STJD, Luiz Zveiter, já havia acenado, em entrevista à Agência Estado, que o Corinthians seria denunciado. Na ocasião, classificou a situação corintiana de "complicada", por causa dos episódios "lamentáveis" no Pacaembu.

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