Corinthians só empata com Fortaleza em casa

O Corinthians foi um fiasco em seu primeiro confronto do mata-mata diante do Fortaleza, pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. O empate sem gols na noite desta quatrta-feira, no Pacaembu, só não foi um desastre porque o regulamento da competição beneficia o time que não leva gol como mandante. No jogo da volta, dia 5 de maio, na capital cearense, o Corinthians nem precisará vencer para se classificar. Um empate a partir de 1 a 1 basta. Se empatar de novo por 0 a 0, a decisão terá nos pênaltis.O Corinthians saiu de campo vaiado por sua torcida. O time repetiu os defeitos do Campeonato Paulista. Para um time que tinha como proposta a vitória, foi tímido demais ofensivamente. A não ser a defesa, que praticamente não foi exigida porque o adversário era fraco demais, o resto decepcionou. A bola não chegou ao gol adversário. O goleiro Magrão, do Fortaleza, não fez nenhuma defesa.Nem se pode dizer que o time não se esforçou. Os jogadores corintianos correram e lutaram o tempo todo. Mas a questão toda parece ser estrutural: falta elementos que tornem o conjunto eficiente. Sem Rodrigo, que sentiu uma indisposição estomacal na véspera e foi escalado para o banco, o Corinthians tinha só Renato para organizar o meio-de-campo e alimentar o ataque. Fora de rítmo e sem confiança, não fez uma coisa nem outra.A saída lógica seriam os avanços dos laterais ou o apoio dos três volantes. Mas tanto Fabinho, quanto Fabrício e Rincón jamais souberam sair da marcação. E quando arriscavam as jogadas em profundidade, invariavelmente erravam. Ou, na melhor das hipóteses, rifavam a bola com um chutão para frente. Quanto aos laterais, faltou-lhes ousadia e frequência ofensiva.Quem esperava por algo melhor no segundo tempo, precisou de paciência. A defesa, que não comprometeu no primeiro tempo, começou a falhar. O Fortaleza teve duas ótimas chances. Na primeira, aos 5 minutos, Váldson perdeu para a bola para Rinaldo e o gol só não saiu porque o atacante chutou para fora. Na segunda, aos 12, foi Anderson que falhou mas Fábio Costa defendeu com o pé direito o chute de Lúcio Bala.Só após o susto Oswaldo de Oliveira resolveu ousar, trocando o volante Fabinho pelo atacante Wílson. Com a nova formação o Corinthians reagiu. Wílson deu força ofensiva e fez Coelho crescer.Com a saída de Fabinho, Rincón virou o segundo volante e melhorou a qualidade do passe. Até Fabrício ousou. Por duas vezes, quase surpreendeu o goleiro adversário. O único receio do Corinthians era quanto a um contra-ataque fatal do adversário, que ficava cada vez mais raro.O passo seguinte de Oswaldo foi chamar Rodrigo para o lugar de Renato. O volume de jogo aumentou mas o aproveitamento não. Nem parecia que o time vinha de uma intertemporada de 15, só treinando finalização.O Corinthians passou a dominar a partida mas sentia a falta de alguém finalizasse. Bobô assumiu o lugar de Jô quando faltavam nove minutos mas não resolveu o problema. O vencedor de Corinthians e Fortaleza vai enfrentar o ganhador do confronto entre Inter e Vitória.

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